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Depoimento de Greenspan atrai atenção dos mercados hoje

Os mercados aguardam hoje o pré-depoimento do presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, a partir das 15h30 (horário de Brasília). O principal foco de atenção são as informações relacionadas à expectativa para as taxas de juros no país, cujo cenário tem forte impacto sobre as economias mundiais. O banco central dos EUA (FED) reúne-se no início de maio e não há uma certeza sobre a tendência de juros no país. Isso porque alguns números da economia norte-americana divulgados nos últimos dias sinalizam direções opostas para a taxa que atualmente está em 1% ao ano. Enquanto a inflação em baixa abre a possibilidade de queda da taxa no curto prazo, a fraca produção industrial compromete este cenário.Embora Greenspan não deva falar sobre as perspectivas econômicas e política monetária, esses temas deverão prevalecer na sessão de perguntas e respostas de hoje no Comitê Bancário do Senado. Mas as declarações mais relevantes para o mercado devem vir mesmo do depoimento de amanhã, ao comitê econômico conjunto do Congresso.Na expectativa desses depoimentos, os papéis da dívida brasileira estão em baixa às 12h30. Os C-Bonds, principais títulos da dívida brasileira negociado no exterior, estão cotados a 93,688 centavos por dólar. Ontem, no encerramento do dia, estavam em 94,438. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também está em baixa de 0,20%.ChinaOutro foco de atenção no cenário internacional é a China. Segundo informou a editora Cynthia Decloedt, o Banco Popular, Banco Central do país, deve avaliar daqui alguns meses os efeitos das duas elevações feitas em março no nível dos depósitos compulsórios ? recursos que os bancos recolhem ao banco central sem remuneração de juros ?, para então considerar se há ou não necessidade de elevar as taxas de juro do país ou outra medida.Segundo uma autoridade do banco, que não quis ser indentificada, a economia chinesa está "superaquecida", termo que o governo chinês normalmente evita para descrever o crescimento do país. Mesmo assim, a autoridade demonstrou otimismo em relação à capacidade do governo para controlar os efeitos do crescimento galopante nos investimentos nos setores de construção, nas indústrias e em outros ativos fixos.A autoridade defendeu também a manutenção do controle sobre o câmbio, atualmente atrelado a uma taxa fixa em relação ao dólar. Segundo ele, um dos fatores que justificam a manutenção é o fato de que o comércio externo chinês é prioritariamente conduzido em dólares norte-americanos, incluindo o com companhias no Japão e na União Européia.A fonte argumentou que a China quer alterar sua política em relação ao câmbio para um mecanismo mais flexível. Mas recusou-se a arriscar previsão sobre quando isso ocorreria, acrescentando ser necessário mais reformas ao sistema financeiro. Entre elas, a introdução de um mercado de capitais de índices, de futuros e outros instrumentos de investimento que permitam as companhias realizar hedge (proteção) contra riscos de flutuação nas moedas.

Agencia Estado,

20 de abril de 2004 | 12h37

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