Depoimento de Roberto Teixeira sobre caso Varig é adiado

Comissão decide que sócios brasileiros devem depor antes do advogado; senadores aprovam mais requerimentos

Fábio Graner e Isabel Sobral, da Agência Estado,

18 de junho de 2008 | 10h54

A Comissão de Infra-Estrutura do Senado aprovou nesta quarta-feira, 18, o adiamento do depoimento do advogado Roberto Teixeira, que iria falar nesta manhã sobre sua participação no caso Varig. Ainda não há data para o novo depoimento. Amigo e compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Teixeira é suspeito de praticar tráfico de influência no processo de venda da companhia aérea. A Comissão aprovou ainda dois requerimentos para novos depoimentos sobre o caso.    Veja também:  Entenda as denúncias contra a venda da Varig   Veja os principais pontos do depoimento de Denise Abreu  Leia a reportagem do Estado que revelou o caso Varig    O adiamento ocorreu por sugestão do líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). Ele alega que como os três sócios do fundo Matlin Patterson (os empresários Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel) adiaram o depoimento seria mais interessante que o de Teixeira ficasse para depois das participações dos três e já com um acúmulo de informações sobre o tema. A sessão na Comissão de Infra-Estrutura contava com apenas seis senadores. Teixeira compareceu à sessão no horário marcado.   O primeiro requerimento aprovado nesta quarta é para ouvir um representante da Associação dos Trabalhadores do Grupo Varig, que participou do primeiro leilão judicial de venda da VarigLog, em 2006. O leilão foi anulado porque o grupo não comprovou condições financeiras para arrematar a empresa.   O segundo é de convite ao deputado estadual Paulo Ramos, da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Ele integrou a Comissão Parlamentar de Inquérito, instalada na Assembléia Legislativa que investigou, no ano passado, a venda da companhia aérea. Os dois requerimentos foram aprovados depois do cancelamento da participação do advogado Roberto Teixeira.   Os empresários Marco Antonio Audi, Marcos Haftel e Luiz Eduardo Gallo, apontados como "laranjas" do fundo Matlin Patterson, dos Estados Unidos, comprador da VarigLog adiaram o comparecimento à Comissão alegando que estarão ocupados numa audiência sobre a "exclusão injusta" dos três da VarigLog, em julgamento na Justiça de São Paulo.   (com Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo)

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