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Depoimentos incriminam executivos do banco

O relato de nove testemunhas reforçou o pedido de prisão dos executivos do Panamericano que a Polícia Federal levou à Justiça. O então gerente de contabilidade do banco, Marco Antonio Pereira da Silva, declarou que Wilson Roberto de Aro - ex-diretor financeiro e de relações com investidores - ordenou as fraudes contábeis.

O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2011 | 03h06

A PF juntou ao inquérito relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que mostra que Aro efetuou dois saques "supostamente em desfavor de uma conta de empresa pertencente ao Grupo Silvio Santos, de que teria se desligado em novembro de 2010". O primeiro saque foi em 10 de junho de 2011, no valor de R$ 122,7 mil; o segundo, de R$ 337,2 mil, cinco dias depois.

Joyce Marcelino Gomes, da área contábil, afirmou que Aro "determinava o registro na carteira do Panamericano de contratos de financiamento que já tinham sido cedidos para outras instituições bancárias".

Jair Ângelo Pitol, gerente de contabilidade fiscal, e Nivaldo Rodrigues, funcionário da área da captação de recursos, apontaram para Aro como responsável pela "organização das fraudes".

Luiz Antonio de Freitas indicou que o então diretor de Tecnologia de Informação, Eduardo de Ávila Pinto Coelho, teria criado a rotina Tabelão, "cujo objetivo era fazer parecer ao Banco Central que as recompras lançadas contabilmente, não efetivadas na vida real, eram apenas um erro, e não uma fraude".

Carla de Lucca Lufti Meirelles afirmou que chegou a questionar Aro acerca da regularidade dos pagamentos feitos a empresas "sem a existência de contratos". Segundo ela, "geralmente, Palladino assinava a autorização de pagamentos para as empresas de Roberto Aro".

"Há elementos indiciários de que, em decorrência dos cargos de alta administração que ocupavam no Panamericano, teriam promovido, em tese, fraudes contábeis, bem como supostamente desviado valores da instituição em benefício próprio e/ou de terceiros, e ainda indícios de que teriam se utilizado de empresas de fachada como destinatárias dos recursos desviados", assinalou o juiz Douglas Camarinha Gonzales, da 6.ª Vara Criminal Federal.

Luiz Sandoval não retornou contatos do Estado. Seu advogado, Alberto Zacharias Toron, está em viagem. A advogada Elizabeth Queijo, que defende Palladino, não respondeu chamadas. O ex-diretor jurídico Carvalho Bruno não atendeu. / F.M.

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