Depois da carteira assinada, a casa própria

Thais diz que pode planejar o futuro

Márcia De Chiara, SÃO PAULO, O Estadao de S.Paulo

14 de janeiro de 2008 | 00h00

A administradora de empresas Thais Abakerli do Amaral, de 26 anos, que acaba de ser contratada para uma vaga de assistente financeira, está feliz.Depois de mais de um ano fora do mercado de trabalho, ela conseguiu um emprego com carteira assinada. "A situação melhorou, e muito. Agora tenho a segurança do registro em carteira", diz ela. Isso significa ter direito ao 13º salário, férias, descanso semanal remunerado e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No emprego anterior, onde ela exercia a função de assistente administrativa, Thais era autônoma e prestava serviços por meio de uma cooperativa.Além da falta de segurança, ela conta que trabalhava mais e ganhava menos do que no emprego atual. Hoje, ela trabalha 40 horas por semana. No emprego anterior, eram 44 horas semanais. Além disso, o salário que recebia era a metade do atual,pois tinha de pagar uma comissão para a cooperativa que era contratada pela empresa para prestar serviços."Com a carteira assinada, o funcionário trabalha melhor: tem garantias, pode fazer planos para o longo prazo e não se considera descartável."Entre os planos de Thais está a compra da casa própria. Casada e mãe de Pedro Henrique, de um ano e dois meses, ela pretende fazer uma poupança junto com o marido para dar entrada num apartamento dentro de dois anos.Além da maior segurança, ela acredita que o emprego com carteira assinada lhe traz melhores perspectivas em sua carreira profissional. Segundo ela, as empresas que contratam formalmente têm um plano de carreira para os seus funcionários. "Com isso, a gente rende mais."

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