portfólio

E-Investidor: qual o melhor investimento para 2020?

Depois da Selic, governo discute queda na TJLP

Depois da queda de 1,5 ponto porcentual na taxa básica de juros (Selic), o governo discute agora a revisão da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada como referência para os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No próximo dia 26, o Conselho Monetário Nacional (CMN), formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento, além do presidente do Banco Central, decidem se a taxa permanece nos atuais 6,25%. Nos bastidores, há expectativa de corte de até 0,5 ponto porcentual para o período de abril a junho.À saída de um evento ontem no Palácio do Itamaraty, na recepção ao príncipe Charles, em sua visita ao Rio, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, preferiu não comentar a questão dos juros. "Em geral, não comento. Acho que o Banco Central tem de ter autonomia", desconversou, sobre o corte da Selic. "Mas, claro que, como todo mundo, eu gostei." Coutinho assumiu a presidência do banco em maio de 2007. Em agosto daquele ano, a TJLP caiu de 6,5% para 6,25%, nível mantido há 19 meses. A taxa, reajustada trimestralmente, é calculada com base, principalmente, do comportamento e da inflação e dos juros, e nas expectativas futuras desses dois fatores. A arrecadação da TJLP remunera os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) principal fonte de recursos do banco, no limite de 6% ao ano. Atualmente, os 0,25% restantes são usados na capitalização do BNDES.Segundo uma fonte do banco, não há tecnicamente empecilho a uma queda na taxa e também as condições atuais levam a essa decisão. Mas há uma consequência negativa fiscal para o governo, com impacto no déficit nominal. A decisão sobre a manutenção ou queda, portanto, será efetivamente política.Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a TJLP já está em descompasso ante as demais taxas de correção de crédito. Para o economista-chefe da instituição, Flávio Castelo Branco, "não realizar um corte na próxima reunião seria aumentar, ainda mais, o descompasso". Na opinião do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), a TJLP já poderia sofrer corte de 0,75 ponto percentual. "Este já poderia ser um corte imediato para a proxima reunião", diz o economista do Iedi, Rogério César Souza.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.