Depois de 13 anos, World Trade Center ressurge

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Depois de 13 anos, World Trade Center ressurge

Prédio construído no local dos atentados de 2001 começa a receber primeiros inquilinos

ASSOCIATED PRESS, O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2014 | 02h04

NOVA YORK - Treze anos depois dos ataques terroristas de 11 de setembro, o World Trade Center ressurge e acaba de ser inaugurado para o mundo dos negócios - constituindo-se num marco de uma enorme carga emocional para os nova-iorquinos e para toda a nação.

Ontem, alguns funcionários da gigante editorial Condé Nast começaram a trabalhar no World Trade Center 1. O arranha-céu de 104 andares, que custou US$ 3,9 bilhões, domina o horizonte de Manhattan. A companhia é a primeira inquilina do edifício mais alto dos EUA.

Este é o edifício principal do local que tem uma superfície de 6 hectares, onde outrora as torres gêmeas destroçadas se erguiam e onde morreram mais de 2,7 mil pessoas no dia 11 de setembro de 2001.

"O horizonte da cidade de Nova York está novamente completo, enquanto o World Trade Center 1 ocupa o seu lugar em Lower Manhattan", disse Patrick Foye, diretor executivo da Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, proprietária do edifício e do local do World Trade Center.

Segundo ele, o World Trade Center 1 "estabelece novos padrões de design, construção, prestígio e sustentabilidade; a inauguração deste edifício icônico é um dos principais marcos históricos na transformação de Lower Manhattan numa pujante área urbana".

Com os tapumes de construção retirados e caixas de equipamentos já no local, a empresa mudou-se para o que Foye chamou de "o mais seguro edifício de escritórios dos EUA".

Desde segunda-feira, mais de 170 empregados passaram a ocupar cinco dos 25 andares da Condé Nast. No início de 2015, outros três mil serão transferidos para o local.

O edifício está 60% alugado, e outros 7.430 metros quadrados serão ocupados pela empresa de propaganda Kids Creative, a operadora de estádios Legends Hospitality, a firma de assessoria de investimentos BMB Group e a Servcorp, provedora de escritórios executivos.

A General Services Administration, do governo, deve ocupar 25.548 metros quadrados e o China Center, centro cultural e comercial, ocupará 17.744 metros quadrados.

Disputas. A construção do arranha-céu de 541 metros, que durou oito anos, foi concluída depois de anos de disputas legais, financeiras e políticas que ameaçavam abortar o projeto.

As querelas aos poucos foram se acalmando quando duas outras torres começaram a ser levantadas na extremidade sudeste da região: o agora concluído World Trade Center 4 será ocupado pela Autoridade dos Portos, que começou a se mudar para o edifício na semana passada; e o World Trade Center 3, que está sendo construído mais lentamente.

A área prosperou nos últimos anos além do se imaginava. Hoje, 60 mil moradores vivem ali. Três vezes mais do que em 9 de setembro de 2001, com as ruas, restaurantes e lojas animadas mesmo depois que Wall Street e outros escritórios fecham as portas no fim do dia.

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