Depois de Apple e Microsoft, é a vez do hardware do Google

Análise: Alexandre Matias

EDITOR DO LINK, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2012 | 03h11

Junho foi um mês intenso para o setor de tecnologia. O termômetro é o mesmo: o PC está no fim de seus dias e a internet móvel dará as cartas no futuro. O processo começou ainda em maio, quando o jornal The New York Times noticiou que o Facebook estaria contratando ex-engenheiros da Apple para desenvolver seu próprio celular. Dias depois, o mesmo Facebook reformulava sua loja de aplicativos, rebatizada para App Center.

Depois começaram as novidades de peso. Dia 11, a Apple apresentou, em San Francisco, uma série de melhorias em seus recursos e aparelhos, integrando-os no melhor (e mais rígido) ecossistema digital que existe. Uma semana depois, foi a vez da Microsoft, que começou a amarrar as pontas de seu próprio ambiente eletrônico - talvez o mais esparso entre os grandes - ao redor de um novo tablet, o Surface (que travou no meio da apresentação).

Agora é a vez do Google. Com seu tablet (o Nexus 7), ele bate de frente com o iPad e, principalmente, corre o risco de aniquilar o tablet da loja online Amazon, o Kindle Fire, já que a grande vantagem deste último era seu preço (a quase US$ 200, custava menos que a metade de um iPad).

Mas os anúncios do Google I/O, o evento para desenvolvedores que, não pararam só no tablet. Há algum tempo que o Google percebeu que não dá para ser soberano no mercado de tecnologia estando apenas online, sem ter aparelhos. E o flerte da empresa com o hardware começou há mais de dois anos, quando lançou celulares com sua marca em parceria com a HTC.

Eis que além de um tablet, eles também lançam uma central de mídia (o Nexus Q) e consolidam o protótipo de seu óculos de realidade aumentada (o Google Glass). Desde que o Google apareceu, o vimos lançar vários serviços online. Acredito que este seja o começo de uma nova era: a de aparelhos Google. E eles estão só começando a chegar...

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