Depois de cinco anos, Lufthansa volta a voar para o Rio

Retomada ocorre em outubro e foi motivada pelo aumento de procura de voos por executivos do setor petrolífero e naval

Glauber Gonçalves, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2011 | 00h00

Com operações no Rio suspensas desde 2005, a companhia aérea alemã Lufthansa anunciou ontem a retomada de sua operação na capital fluminense com voos para Frankfurt a partir de outubro deste ano. O reforço nas rotas brasileiras, que inclui também o aumento das ligações entre São Paulo e Munique, ampliaram em 60% o número de voos da Lufthansa no País.

Segundo a diretora de vendas para o Brasil, Albena Janssen, a nova investida no Rio foi motivada pela crescente importância do Estado em segmentos como petróleo, cosméticos e indústrias farmacêutica e naval.

O dinamismo da economia do Rio tem gerado maior demanda por parte de executivos, que costumam viajar em categorias com tarifas mais altas. Um cenário diferente do de 2005, quando a empresa parou de voar do Rio.

"Naquela época, a demanda da classe executiva estava deprimida, mas hoje em dia a situação é diferente. No ano passado, a demanda desse tipo de cliente aumentou em 3%, o que já é suficiente para operar a rota", diz.

Perguntada sobre planos de voar para o Brasil com o Airbus A380, o maior avião comercial em atividade no mundo, ela disse que a companhia não descarta a possibilidade.

Infraestrutura. Hoje, as deficiências na infraestrutura aeroportuária são apontadas como um entrave para a utilização de aeronaves de maior porte no País.

A executiva, no entanto, disse acreditar em uma resolução desses problemas nos próximos anos. "Temos confiança que vai haver um desenvolvimento positivo que nos permitirá operar com aviões maiores", declarou.

Apesar de voar só para o Rio e São Paulo, a Lufthansa prevê que outros destinos, atendidos por meio de compartilhamento com a TAM, devem aumentar as receitas. As duas empresas fazem parte da aliança global Star Alliance.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.