Depois de corte de juros nos EUA, Bovespa fecha na máxima

Bolsas em NY fecharam em forte alta. A Dow Jones subiu 3,50% e a Nasdaq encerrou o dia com alta de 4,19%

Da Redação,

18 de março de 2008 | 17h05

Apesar do corte de juros menor do que o esperado nos Estados Unidos, os investidores gostaram da decisão. As bolsas em Nova York fecharam em forte alta. A Dow Jones subiu 3,50% e a Nasdaq encerrou o dia com alta de 4,19%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanhou o movimento e encerrou o dia na máxima, com alta de 3,20%. Veja também: Juro americano cai para 2,25% e Fed sinaliza novas reduções Petróleo fecha perto de US$110 com corte de juro do Fed Dólar fecha abaixo de R$1,70 com reação a juros nos EUA   Em comunicado divulgado após a decisão, O Fed deixou claro que novos cortes virão. Isso porque as condições de crédito continuam difíceis, a economia está em desaceleração e a inflação deve ficar moderada ao longo dos próximos três meses, diz o texto.  Apesar de ser menor do que o esperado, com a decisão de hoje, o Fed dá mais um sinal de que usará todas as suas ferramentas para amenizar os efeitos da crise no setor bancário norte-americano. A instituição já tomou uma série de medidas radicais para tentar estabilizar o sistema financeiro: reduziu a distância entre a taxa de redesconto e a taxa dos fed funds - taxa overnight que os bancos cobram entre si em empréstimos -; financiou US$ 30 bilhões para o JPMorgan comprar o Bear Stearns; e montou um novo programa para fornecer dinheiro para uma ampla variedade de instituições financeiras grandes. O total da operação chega a US$ 200 bilhões. Adecisão do Fed foi seguida de perto pelos operadores de commodities por seus efeitos sobre o dólar. Os cortes nas taxas de juro tendem a enfraquecer a moeda norte-americana, que, por sua vez, tende a impulsionar os preços do petróleo, com os investidores buscando segurança nas commodities. Com isso, o preço do petróleo subiu. Em Nova York, o preço do barril fechou a US$ 109,42, com alta de 3,54%. Os ganhos de hoje quase eliminaram a queda de segunda-feira, que foi a maior em porcentual num único dia desde agosto. Em Londres, o barril fechou em US$ 105,87, com alta de 4,05%. Analistas alertam que a crise pode chegar ao Brasil por meio das commodities. O comércio exterior do País depende muito destes produtos. Se a demanda externa diminuir, em função de um desaquecimento econômico, o preço das commodities vai cair. E, neste ponto, dependemos muito da China, de como o mercado lá vai se comportar. Mesmo para o mercado financeiro isso é importante, já que as maiores empresas da Bolsa - Petrobras e Vale - vendem commodities e, se o preço cair, as ações também vão cair.  Notícias do dia O dia começou com notícias positivas no cenário externo. O Departamento do Trabalho nos EUA informou que o índice de preços ao produtor norte-americano em fevereiro subiu 0,3%, confirmando em cheio as expectativas. Economistas previam alta de 0,3% para o dado cheio. O núcleo do índice (que exclui os preços que oscilam mais) subiu 0,5%, superando por uma margem ampla as previsões. A previsão para o núcleo era de alta de 0,2%. Dois bancos divulgaram resultados na manhã desta terça, acima do esperado, o que animou os investidores. Goldman Sachs divulgou resultado melhor do que o previsto durante seu primeiro trimestre fiscal. O Lehman Brothers, ontem sob forte suspeita de que enfrentava dificuldades semelhantes às que levaram a venda do Bear Stearns, também informou resultado um pouco melhor do que o previsto.

Tudo o que sabemos sobre:
Mercado financeiroCrise nos EUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.