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Depois de críticas, GM anuncia venda de jatos

Uso de aviões pode custar a recusa do socorro do governo dos EUA

O Estadao de S.Paulo

22 de novembro de 2008 | 00h00

A General Motors informou ontem que venderá dois jatos corporativos após sofrer críticas por enviar o executivo-chefe da companhia, Rick Wagoner, a Washington em um jatinho particular para discutir o plano de auxílio financeiro do governo dos EUA às montadoras.Diversos parlamentares citaram o uso dos aviões particulares pelos executivos da GM, da Chrysler e da Ford como motivo para rejeitar o pacote de auxílio. O porta-voz da GM, Tom Wilkinson, disse que a montadora, que arrendou os aviões, decidiu se livrar de duas das cinco aeronaves antes das audiências desta semana como parte de um programa de corte de custos. A companhia já havia vendido dois aviões em setembro. "Entendemos a questão simbólica das pessoas aparecerem em Washington em jatos corporativos", disse Wilkinson.Todas as viagens estão sendo reduzidas na GM, cujos gastos gerais no terceiro trimestre somaram US$ 6,9 bilhões. A empresa demitiu metade dos funcionários que trabalham nos hangares de Detroit e nos aviões da companhia.Wilkinson disse que os executivos da empresa são obrigados a utilizar os aviões corporativos por medida de segurança estabelecida pelos membros do conselho de diretores. Além disso, as aeronaves permitem que os funcionários da GM viajem para localidades que são de difícil acesso por meio de linhas aéreas comerciais, acrescentou.No entanto, os argumentos tiveram pouca relevância para os congressistas e para grande parte da imprensa, que reprovaram os executivos por utilizar os aviões particulares. "Há uma deliciosa ironia em ver jatos de luxo chegando a Washington e os passageiros desembarcando com pires nas mãos", disse o deputado Gary Ackerman. "É quase como ver alguém de fraque e cartola na fila de um bandejão."O Congresso entrou em recesso ontem sem aprovar o pacote de auxílio às montadoras, mas deixou as portas abertas para um voto de emergência a respeito do assunto em dezembro. Sem o auxílio imediato do governo, as empresas podem ir à falência até o fim do ano, segundo os executivos-chefes.

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