Depois de reação negativa, bolsas oscilam

Após anúncio de Bush, as bolsas, que operavam em alta, passaram a cair e, pouco depois, já estavam em alta

Agência Estado,

18 de janeiro de 2008 | 15h40

Já era esperado que o anúncio do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, não trouxesse detalhes sobre o plano de ajuda à economia americana. A única novidade foi a informação de que o total da ajuda será de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país - um valor entre US$ 130 bilhões e US$ 150 bilhões. Após o anúncio, as bolsas, que operavam em alta, passaram a cair e, pouco depois, já estavam em alta novamente. Ou seja, mais um dia de oscilação.  Veja também:Bush anuncia pacote de ajuda à economia de US$ 150 bilhõesDesaceleração nos EUA terá impacto em emergentes, diz BirdPlano de estímulo nos EUA deve trazer restituição fiscal 'The Economist' destaca situação favorável do Brasil Entenda a origem da crise nos EUA  Acompanhe na Bovespa o desempenho das ações   Às 15h35, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,17%, acompanhando a virada das bolsas norte-americanas, O índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas na bolsa de Nova York - opera estável e a Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e internet - sobe 0,23%. No mercado cambial, o dólar é negociado a R$ 1,7880, em alta de 0,06%.  Ele adiantou que o pacote é temporário e deve ser montado rapidamente, para proteger a economia norte-americana de uma recessão. Ele defendeu a adoção de incentivos fiscais para as empresas e um alívio fiscal "rápido e direto" para pessoas físicas. Bush disse ainda que é preciso tomar medidas para estimular a enfraquecida economia dos Estados Unidos, que enfrenta o risco de uma recessão.  "Nossa economia tem uma base sólida, mas... há áreas de preocupação real", declarou Bush. "Meus conselheiros e muitos especialistas de fora esperam que nossa economia continue a crescer nesse ano, mas a uma taxa menor do que vivemos nos últimos anos. E há o risco de uma recessão."  "Esse pacote para o crescimento deve ser construído sobre a base de um alívio fiscal amplo, que vai afetar diretamente o crescimento econômico, e não o tipo de projeto de gastos que teria um impacto pequeno em nossa economia. Ao aprovar com rapidez um pacote efetivo para o crescimento, nós poderemos dar uma injeção que mantenha saudável uma economia fundamentalmente forte", afirmou Bush.

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