Depois de três dias de alta, juros se acomodam

A projeção dos juros futuros se acomodou nesta manhã, depois de três dias com altas consecutivas que corrigiram o que os operadores chamam de otimismo exagerado. Segundo profissionais, o prêmio dos contratos adequou-se à temperatura atual do cenário: cautela em relação à economia norte-americana, ao noticiário político e comportamento do câmbio. Por ora, não há razão para que as taxas prossigam em alta. Mas profissionais reforçam que o mercado continua sensível e deve reagir novamente a qualquer má notícia - como, por exemplo, uma nova alta do dólar. O ajuste dos juros futuros realizado hoje expressa a avaliação de que pode haver, na próxima reunião do Copom, um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic. Nos próximos dias, o mercado monitorará o comportamento do câmbio e, sobretudo, os números a serem divulgados nos Estados Unidos e pode até reagir momentaneamente às novidades. Essas novidades podem até não alterar a previsão para a próxima reunião do Copom, que acontece nos próximos dias 13 e 14 de fevereiro. Mas podem manter uma certa dúvida em relação à trajetória da Selic daqui até o final do ano. Quanto aos Estados Unidos, a questão é avaliar até que ponto o desaquecimento norte-americano pode prejudicar o fluxo cambial por aqui, o que enfraquece o potencial de queda do juro básico. Vale lembrar que economistas vêm ressaltando que, do ponto de vista de reaquecimento econômico, a queda dos juros deixou de ser uma urgência. O consenso para a LTN de 6/2/2002 ficou em 15,84% com 15,86%, contra 15,49% da semana passada. Operadores observam que, como não há vencimento desse papel esta semana, a taxa da LTN pode até mesmo sair acima do consenso. Para o papel de 3/7/2002, o consenso ficou em 16,04% com 16,08%. Já para os pós-fixados de 1.834 dias, o consenso é de 0,05% com 0,07%. Hoje, o BC não atuou no mercado à vista.

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