Depois de um "dia de cão", recuperação nas bolsas no mundo

Embora as preocupações com a inflação e os juros nos EUA persistam, os mercados financeiros esboçam uma melhora e recuperam parte das fortes perdas registradas ontem. O dia já começou mais positivo na Ásia, onde algumas bolsas fecharam em alta, e a recuperação prosseguiu nas principais bolsas européias.Em Nova York, a alta das bolsas é mais modesta, mas o tom também é favorável. Às 14h45, a Nasdaq, bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e Internet, subia 0,90%. O índice Dow Jones, que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York, avançava 0,58%. Os mercados brasileiros acompanham a trajetória externa. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a subir mais de 2%, enquanto o dólar e o risco Brasil registram queda. Na bolsa, os papéis de Petrobras e Vale são destaque, refletindo a alta das commodities. No início da tarde, a Bolsa registra alta de 1,76% e o dólar recua 1,18%.Na Europa, as Bolsas de Londres e Frankfurt apagaram, totalmente, os estragos de ontem, com o FTSE-100 e o Xetra-DAX encerrando o dia com ganhos de 2,64% e 2,38%, respectivamente. Na sessão anterior, Londres computou perda de 2,20% e Frankfurt, de 2,22%. Em Paris, a bolsa subiu 2,45%, amortecendo praticamente toda a queda de 2,65% de ontem. A exemplo do mercado brasileiro, outros emergentes recuperaram os danos. Em Moscou, o índice acionário subiu 6,8%, após o tombo de 9% da sessão anterior. Em Istambul, na Turquia, a bolsa ganhou 2,4%, depois de sucumbir 7,6% no dia anterior.Na Ásia, o comedimento marcou os negócios. Em Tóquio, o Nikkei-225 fechou novamente em queda, de 1,6%, pressionado pelo setor bancário e as ações de companhias siderúrgicas. Na Índia, o Sensex subiu 3,3%, após uma seqüência de três sessões de perdas acentuadas. Nas Filipinas, o índice de ações recuou 3,97%.Bernanke fala, mas não afeta negóciosApesar da melhora de hoje, o sentimento ainda é de cautela com a oscilação externa e investidores aguardam indicadores que serão divulgados nos EUA entre amanhã e sexta-feira. Declarações de Ben Bernanke, presidente do banco central dos Estados Unidos (Fed), não afetaram os mercados.Na sua apresentação ao Comitê Bancário do Senado, Bernanke falou sobre a importância de se detalhar as informações nos momentos de concessão e tomada de empréstimos como forma de mitigar a inadimplência. Mas passou ao largo de temas como economia e política monetária. Na sessão de perguntas e respostas, Bernanke se comprometeu a fazer suas comunicações públicas por meio de canais regulares e formais.

Agencia Estado,

23 de maio de 2006 | 14h45

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