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Depois do Besc, BB negocia preço de Nossa Caixa com SP

Após anunciar que submeterá à suaassembléia de acionistas a incorporação do Banco do Estado deSanta Catarina no final deste mês, o Banco do Brasil informounesta sexta-feira que ainda negocia com o Estado de São Paulo opreço da Nossa Caixa, próximo alvo da instituição estatal. "Estamos em um processo muito forte de negociação na NossaCaixa", afirmou Aldo Mendes, vice-presidente de Finanças do BBa jornalistas. "Estamos tentando chegar a um acordo de preço." Ele se disse "otimista" com as negociações em torno dobanco estatal paulista, mas afirmou não ser possível preverquando o entendimento poderá ser fechado com São Paulo nem como governo do Distrito Federal, de quem o BB pretende adquirir oBanco Regional de Brasília (BRB). Mendes afirmou ainda que a incorporação do Banco do Estadodo Piauí, que como o Besc já foi federalizado, deverá sersubmetida à assembléia até dezembro deste ano. No caso do grupo Besc, caso o acordo seja aprovado pelosacionistas em 30 de setembro, ele será vendido pelo valor de685 milhões de reais a serem pagos em ações. O valor inclui a incorporação do banco e da Bescri --braçoda instituição catarinense para crédito imobiliário. O Besc tem ativos no valor de 6,943 bilhões de reais epatrimônio líquido de 438 milhões de reais, que correspondem a,respectivamente, 1,67 por cento e 1,66 por cento dos números doBB. SINERGIAS O ex-banco estadual é líder em agências em Santa Catarina,com um total de 253, e o segundo banco, depois do BB, em contascorrentes, com 691 mil. O BB se comprometeu em acordo a manter a marca Besc por umperíodo de pelo menos 5 anos e também a preservar pelo menosuma agência de uma das duas instituições por municípiocatarinense. Segundo Mendes, o BB não tem a intenção de demitirfuncionários do Besc, que somam 3.375. Apesar de destacar que obanco do Estado é intensivo em mão-de-obra e que o objetivo éadequá-lo aos padrões de eficiência e de tecnologia do BB em umprazo de até 10 anos, o executivo argumentou que o BB pode tercondições de incorporar funcionários redundantes no Estado emoutras regiões. Além disso, do total de funcionários, cerca de 500 jáaderiram a um programa de desligamento incentivado lançado em2002 e poderão ser dispensados, sem custos para o BB. Os ganhos com todas as sinergias obtidas com a incorporaçãosomarão 1 bilhão de reais em 10 anos, afirmou Mendes. O BB emitirá um total de 23 milhões de novas ações,obedecendo-se à relação de 1 ação do BB para cada 12,133 açõesON, PNA ou PNB do Besc e 1 ação do BB para cada 1.592 ações ONdo Bescri. Essa relação, segundo Mendes, foi calculada comparando-se ovalor de mercado do BB com os valores econômicos do Besc--cujas ações tem atualmente liquidez muito baixa. A expectativa do BB é que a emissão das ações para aconcretização do negócio só ocorra em janeiro de 2009, apósvencidos os prazos legais para a publicação da ata, cumprimentodo direito de recesso e convocação de nova assembléia parahomologar o novo capital social da instituição.

ISABEL VERSIANI, REUTERS

12 de setembro de 2008 | 14h48

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