Depois do 'impostômetro', ACSP lança o 'gastômetro'

Depois do "impostômetro", criado em 2005 para calcular quanto o brasileiro paga de impostos municipais, estaduais e federais, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) lançará, em fevereiro de 2013, a primeira versão do "gastômetro". O sistema, como o nome diz, apontará, com detalhes, o destino dos gastos do governo federal e dos Estados e, futuramente, também de todos os municípios brasileiros.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

18 de dezembro de 2012 | 16h29

"Inicialmente estarão disponibilizados dados maiores, como, por exemplo, os gastos da área de segurança de um município, por exemplo", explicou Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo. Segundo ele, a base de dados da primeira versão do programa, ainda em desenvolvimento, já possui informações dos governos federal, de São Paulo, outros Estados e municípios.

"Uma das dificuldades é que nem todos possuem dados para serem disponibilizados, como prevê a lei de acesso à informação", explicou Amato. "Mas, no futuro, quem consultar o sistema, poderá saber quanto a prefeitura de Piracicaba, por exemplo, gastou em um grupo escolar da cidade", exemplificou. De acordo com Amato, o "gastômetro" terá dois tipos principais de usuários: a imprensa e integrantes de partidos de oposição.

Já o "impostômetro" deve encerrar 2012 apontando um total de R$ 1,55 trilhão em impostos arrecadados, um pouco acima dos R$ 1,51 trilhão de 2011. Na tarde desta terça-feira, o total superava R$ 1,45 trilhão.

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