Depois do petróleo, setor elétrico terá reserva de mercado

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, informou nesta quarta-feira que a exigência de conteúdo mínimo nacional, já estipulada para as encomendas da Petrobras, será estendida ao setor elétrico. Segundo ela, as encomendas de gasodutos e as licitações do setor de energia também terão compromisso mínimo de compra local. "As construções de novos gasodutos e, sem nenhuma dúvida, do setor de energia elétrica terão que privilegiar a empresa nacional", afirmou, em palestra num evento do setor de petróleo em Macaé, litoral norte do Rio.Em 31 de março, durante o lançamento de um navio em Angra dos Reis, no Rio, a ministra já havia comunicado que o governo passará a exigir um conteúdo nacional mínimo em todos os contratos firmados pelas controladas, principalmente Eletrobrás e Petrobras. Segundo informou, cada contrato será analisado individualmente para que seja determinado o porcentual a ser construído no Brasil. "Estas medidas não se traduzem em protecionismo jurássico ou ultrapassado. Se traduzem no reconhecimento de que a indústria nacional tem condição de fornecer de forma competitiva", afirmou.A ministra disse, porém, que a competitividade da indústria nacional depende de "uma política tributária adequada e de uma política de financiamento adequada". Segundo Dilma, o objetivo é fortalecer todas as etapas de fornecimento da cadeia do petróleo e da energia elétrica, garantindo renda e empregos. No caso da indústria naval, este porcentual será de 75%. No setor de petróleo, o governo já estabeleceu que os concorrentes à construção de plataformas da Petrobrás terão que comprar um porcentual mínimo de bens e serviços junto a empresas locais.

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