Deputados aprovam proposta de Orçamento da Argentina

A Câmara de Deputados da Argentina aprovou a proposta de Orçamento para 2014 da presidente Cristina Kirchner no início desta quinta-feira, após quase 17 horas de debate. A coalizão de governo e seus aliados aprovaram o projeto de lei por 134 votos a favor e 117 contra. Agora o projeto segue para o Senado, onde a coalizão de governo também tem maioria.

AE, Agencia Estado

26 de setembro de 2013 | 10h53

O Senado deve votar o orçamento no começo de outubro, antes das eleições para o Congresso marcadas para o dia 27 daquele mês. "Nosso grupo está orgulhoso do orçamento porque ele oferece um plano para o país continuar crescendo", afirmou Juliana Di Tullio, deputada aliada do governo, segundo a agência de notícias Telam.

O orçamento proposto prevê um aumento de 19,2% nos gastos, para 859,5 bilhões de pesos (US$ 149 bilhões). As receitas fiscais deverão crescer quase 26%, para 1,1 trilhão de pesos. Também é prevista uma inflação anual média de 10,4% no próximo ano, em seguida a 10,3% neste ano - embora o cálculo de instituições privadas apontem inflação entre 20% e 25% no país.

Para o crescimento econômico a previsão contida no orçamento é de 5,1% neste ano e 6,2% em 2014. Muitos economistas afirmam que essas estimativas são irreais para uma economia que sofre com uma inflação de dois dígitos, restrições à importação e falta de moeda estrangeira.

A presidente Cristina Kirchner também pretende prosseguir com a controversa política de tomar empréstimos das reservas cambiais do banco central para pagar os credores do país. Esses empréstimos vão somar US$ 9,86 bilhões em 2014 e o que não for usado para pagamento da dívida será destinado a serviços públicos. As reservas cambiais da Argentina caíram para o menor nível em seis anos e meio, a cerca de US$ 35 bilhões.

A Câmara de Deputados também aprovou projetos de lei que estenderão até o fim de 2015 um imposto sobre transações financeiras e poderes emergenciais que originalmente foram instaurados em 2002, durante a pior crise econômica da história moderna do país. Fonte: Dow Jones Newswires.

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