André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Deputados pediram para optar por uma só reforma

De acordo com um dos interlocutores do presidente,“não era possível cobrar neste momento” todos os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência

Tânia Monteiro e Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2017 | 01h01

BRASÍLIA - Apesar de o presidente Michel Temer ter comemorado os 296 votos alcançados na noite desta quarta-feira, 26, com a reforma trabalhista, no plenário da Câmara, não se alcançou o quórum qualificado exigido para aprovação da Proposta da Emenda Constitucional que irá reformar a previdência, de 308 votos.

De acordo com um dos interlocutores do presidente, contudo, “não era possível cobrar neste momento” todos os votos. Este auxiliar explicou ao Estado que alguns deputados justificaram, antecipadamente ao governo que “por questão de sobrevivência política”, não poderiam dar o seu voto para as duas reformas, da Previdência e trabalhista, e pediram que o Planalto optasse apenas por uma delas, se queriam o voto agora ou depois. 

O presidente acompanhou o final da votação em seu gabinete no Planalto, acompanhado de ministros e assessores. Ao final, ele comemorou: "Vamos em frente e agora com mais entusiasmo". Ele, contudo, acrescentou "o mesmo grau de engajamento será agora necessário para a aprovação definitiva da reforma trabalhista no Senado Federal”, por meio do porta-voz, Alexandre Parola. O governo torcia por um resultado bem próximo aos 308 votos para dar um sinal positivo para o mercado. Em sua fala, o porta-voz fez questão de lembrar os feitos positivos do governo na economia neste período e deu uma estocada na ex-presidente Dilma Rousseff, citando que está recuperando a herança petista recebida. 

 

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