Derivativos podem ter mais fiscalização nos EUA

Aumentar a regulamentação dos derivativos e exigir que a maioria das transações com esses instrumentos financeiros passe por uma câmara de compensação são as duas medidas urgentes para reduzir os riscos desse mercado, disse ontem o principal regulador de derivativos nos Estados Unidos. Segundo Gary Gensler, presidente da Comissão de Negociação de Contratos Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), é necessário que derivativos negociados no mercado de balcão passem por uma câmara de compensação.

AE, Agencia Estado

23 de junho de 2009 | 08h13

Gensler propõe também uma ?lei federal exigindo o registro de todos os negociadores de derivativos?. Os derivativos são usados por investidores para se proteger de variações em uma série de ativos, como ações, câmbio e juros, e também para especular. Desde 2000, com a implementação da Lei de Modernização de Mercados Futuros de Commodities, houve uma grande desregulamentação nesse mercado. ?Câmaras de compensação devem ajudar a reduzir o risco sistêmico, ao lado de regulamentação abrangente dos negociadores de derivativos?, disse Gensler ontem em audiência no Senado.

O mercado de derivativos movimenta US$ 592 trilhões e está na origem de boa parte da atual crise financeira - os CDS, por exemplo, levaram à quebra da seguradora AIG. Uma grande parte desse mercado é negociado no mercado de balcão e não passa por ?bolsas? oficiais. O governo do presidente americano, Barack Obama, quer que todas as transações com derivativos passem por bolsas sempre que possível, para que possam ser fiscalizadas. Também pretende exigir que os investidores divulguem suas posições. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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