Derrota da CPMF leva Bovespa a queda de mais de 3%

Preocupação com a área fiscal do País derruba Bolsa e faz os juros dispararem; dólar cai

Agência Estado,

13 de dezembro de 2007 | 15h28

O mercado financeiro brasileiro reagiu muito mal à derrota do governo na prorrogação da CPMF, durante a madrugada. A preocupação com a área fiscal, na ausência dos R$ 40 bilhões por ano que estavam previstos nas contas do governo com a arrecadação da contribuição, fez os juros dispararem, a Bolsa cair e o dólar abrir em alta, só revertida com a percepção de entradas financeiras. Às 15h23, a queda da Bovespa chegava a 3,28%, descendo ao nível dos 62 mil pontos. E praticamente todo o noticiário desta manhã contribuiu para o sentimento negativo. A ata do Copom, divulgada na manhã desta quinta-feira, 13, confirmou que as preocupações do mercado com o ritmo da atividade econômica e os riscos inflacionários são compartilhadas pelo Banco Central, autorizando revisões conservadoras para o cenário de política monetária.  E o Copom foi ainda mais assertivo no documento, em relação ao anterior, ao alertar que, se houver modificação no perfil de riscos, "a estratégia de política monetária será prontamente adequada às circunstâncias".  O quadro externo não ajudou: aumentaram as dúvidas sobre a eficácia da ação conjunta dos maiores BCs do mundo para melhorar a liquidez no sistema financeiro e o índice de preços ao produtor (PPI) registrou a maior alta em 34 anos, subindo 3,2% em novembro.

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