Wilton Junior|Estadão
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'Derrota na CAS significa que governo não conseguiu articular senadores', diz relator

Senador Ricardo Ferraço (PSDB), relator da reforma trabalhista, considera resultado 'mais político do que regimental'

Julia Lindner, Isabela Bonfim e Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

20 Junho 2017 | 14h26

BRASÍLIA - O relator da reforma trabalhista no Senado, Ricardo Ferraço (PSBD-ES), avaliou que a rejeição do seu parecer por 10 votos a 9 na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), nesta terça-feira, representa uma derrota para o governo. Ele considera que o resultado é "mais político do que regimental" e pode enfraquecer o apoio à proposta no plenário da Casa. 

"Na prática, o resultado desta terça-feira, 20, significa que o governo não conseguiu articular os senadores para poder aprovar a matéria na CAS. Não muda a tramitação, mas evidentemente é uma derrota política do governo", disse Ferraço. 

Mesmo após o resultado na CAS, a reforma seguirá normalmente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o relator será o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR) e, depois, para o plenário da Casa. No início do mês, o parecer de Ferraço já havia sido aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Hoje, Ferraço voltou a defender que o PSDB deveria desembarcar do governo do presidente Michel Temer e entregar todos os cargos nos ministérios, mas continuar "liderando a aprovando" as reformas econômicas. "Esse projeto, a meu juízo, não é de propriedade do governo, muito menos de qualquer governante de plantão, esse projeto é importante para o País", afirmou o tucano. O parlamentar lembrou que amanhã está prevista uma reunião da Executiva Nacional da sigla para discutir o assunto.

Para rebater as críticas da oposição ao texto final, Ferraço defendeu que a proposta da reforma trabalhista mantém todos os direitos fundamentais da Constituição e que o projeto visa apenas "modernizar" a legislação. "O que o Brasil vai ter que discutir, o Senado, é se nós vamos continuar olhando o nosso País pelo retrovisor ou pelo para-brisa. O que nós estamos tentando fazer com as leis trabalhistas no Brasil foi feito no mundo todo que progride e que prospera. Estamos fazendo efetivamente uma opção pelo atraso, essa é a decisão da CAS", criticou Ferraço.

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