Derrotado no FMI, Carstens aponta incoerência de instituições

O mexicano Agustín Carstens, derrotado na disputa pelo comando do Fundo Monetário Internacional, fez na quarta-feira críticas às instituições internacionais, acusando-as de não cumprirem os preceitos que recomendam para os outros.

REUTERS

29 de junho de 2011 | 20h38

Carstens, presidente do Banco Central do seu país, disse que sua candidatura ao FMI havia sido um "voto de protesto" contra a forma como os países industrializados lidam com questões importantes.

"A realidade é que essas instituições sempre nos pediram transparência, nos pediram para adotar princípios democráticos que eles próprios não cumprem", afirmou ele a uma rádio mexicana.

"É difícil para muitos países membros receber, quanto mais aceitar, recomendações do Fundo se eles não veem que as recomendações são feitas pelas melhores pessoas", disse Carstens, que percorreu diversos países nas últimas semanas para divulgar sua candidatura.

Na terça-feira, o Banco Central e o Ministério das Finanças do México cumprimentaram a francesa Christine Lagarde por sua eleição para dirigir o FMI, e Carstens afirmou estar na torcida para que ela consiga fortalecer institucionalmente a entidade credora.

(Reportagem de Luis Rojas Mena e Patrick Rucker)

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