Tiago Queiroz/Estadão
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Dersa manterá fiscalização de contratos após delação envolver seus ex-diretores

Odebrecht apontou que a Dersa participou de conluio com outras grandes e médias empresas para dividir obras

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2017 | 18h18

BRASÍLIA - Após a delação de executivos da Odebrecht envolver ex-diretores Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), de São Paulo, a empresa informou que mantém controle e fiscalização em todos os contratos de seus empreendimentos. Ontem, matéria do Broadcast mostrou que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) negocia com a Odebrecht pelo menos 12 acordos de leniência no âmbito da Lava Jato, pelo qual a empresa denuncia cartéis em troca de penas menores ou mesmo perdão de multas.

De acordo com fontes com acesso às negociações, o conselho mantém conversas em todos os casos em que a Odebrecht relatou conluio entre empresas na delação premiada de executivos da construtora com o Ministério Público Federal. Em um dos casos, a Odebrecht relatou que ex-diretores da Dersa propuseram um acordo de mercado entre grandes e médias empresas para dividir obras e licitações da empresa.

Em nota, a Dersa esclareceu que vem tomando conhecimento destas denúncias pela imprensa. A empresa acrescentou que, em 2011, organizou seu Departamento de Auditoria Interna e instituiu um Código de Conduta Ética, com adesão obrigatória para todos os funcionários e contratados.

"A companhia reitera seu compromisso com a transparência e se mantém à disposição dos órgãos de controle para colaborar com o avanço das investigações. No caso da participação efetiva de funcionários ou ex-funcionários em qualquer tipo de crime, a posição da DERSA é clara: que se aplique a lei, que sejam julgados e, se condenados, punidos", informa a nota.

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