Brian Snyder/ Reuters
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Desaceleração da economia americana pode ser maior que o previsto, diz presidente distrital do Fed

Para James Bullard, atores que constituem riscos são a incerteza com a política comercial global, desaceleração do crescimento da economia mundial, a contração da indústria americana e a desaceleração do investimento das empresas nos EUA

Nicholas Shores, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2019 | 15h16

O presidente da distrital de St. Louis do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), James Bullard, afirmou nesta segunda, 23, que o principal risco à economia americana é que a desaceleração possa ser mais acentuada que o previsto.

"É possível que uma desaceleração mais acentuada que a esperada possa se materializar nos trimestres à frente", acrescentou, em discurso intitulado "Desdobramentos recentes na política monetária dos EUA", preparado para um evento na Câmara de Comércio do Condado de Effingham.

Para Bullard, que na semana passada foi um dos dissidentes da decisão de política monetária do Fed ao votar por um corte de 50 pontos-base da taxa básica de juros, os fatores que constituem riscos negativos são a incerteza com a política comercial global, a desaceleração do crescimento da economia global, a contração da indústria americana, a desaceleração do investimento das empresas nos EUA e uma curva de rendimentos dos Treasuries invertida, que, na sua visão, "parece sugerir que a política monetária dos EUA pode estar restritiva demais para o atual ambiente".

O economista ressaltou que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed pode optar por prover "acomodação adicional", mas decidirá "reunião a reunião". Bullard defende que cortes de juros como um "seguro" podem ajudar a centralizar novamente a inflação e as expectativas de inflação na meta de 2% mais cedo do que se não forem realizados.

Por outro lado, ao abordar a incerteza provocada pela guerra comercial entre os EUA e a China, Bullard apontou que a política monetária nos EUA "não pode reagir razoavelmente ao dia a dia e ao toma lá, dá cá de negociações comerciais". Ele pensa que a incerteza coma política comercial está "alta" no atual ambiente e é algo que ele já contemplou no seu cálculo de política monetária.

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