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Desaceleração do IPCA-15 em julho mostra que manutenção do juro foi correta, diz economista

Segundo André Perfeito, da Gradual, o resultado também indica que as expectativas da inflação apontadas no Focus devem ser revisadas para índices menores nas próximas divulgações

Igor Gadelha, Agência Estado

22 de julho de 2014 | 09h14

SÃO PAULO - A desaceleração da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) em julho ante junho indica que a manutenção da taxa Selic no patamar de 11% pelo Banco Central está correta e reforça as projeções de que a curva de juros futuros no Brasil deve continuar caindo. A avaliação é do economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. Segundo ele, o resultado também indica que as expectativas da inflação apontadas pelos economistas ouvidos pelo Focus devem ser revisadas para índices menores nas próximas divulgações.
Conforme divulgado há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação medida pelo IPCA-15 registrou alta de 0,17% em julho, após subir 0,47% em junho. O resultado ficou abaixo da mediana de +0,20% estimada por analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções. Eles esperavam uma inflação entre 0,10% e 0,36%. Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumula taxas de 4,17% no ano e de 6,51% em 12 meses até julho.
Na abertura do dado, o economista-chefe da Gradual Investimentos destaca a queda no grupo Alimentação e Bebidas, que teve deflação de 0,03%. Em relação à alta do segmento Despesas Pessoais, que acelerou de 1,09% para 1,74%, Perfeito ressalta que esse aumento foi puxado pelo grupo "Diárias de Hotéis", que ficaram 28,63% mais caras, em razão do período de férias e da Copa do Mundo. "O resultado geral (do IPCA-15) veio mais alto do que ano passado (0,33%), mas em 2013 aconteceram as manifestações", lembra. 

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