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Desaceleração industrial aumentou demissões, diz IBGE

A desaceleração no ritmo da produção industrial brasileira continua afetando negativamente os dados de emprego industrial do País. A avaliação foi feita pela gerente do Departamento de Indústria do IBGE, Mariana Rebouças. Hoje, o instituto divulgou a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (PIMES) de março, que registrou queda de 0,5% ante fevereiro. "Houve uma intensificação na queda do emprego industrial em março, em várias comparações", disse a analista. Ela alertou que este foi o segundo mês consecutivo de retração de emprego na indústria, em que se confirma a tendência de que os empresários estão mesmo demitindo, devido ao desempenho pouco dinâmico da produção industrial. "A produção industrial começou a desacelerar seu ritmo desde novembro. Isso está impactando o emprego desde então", disse ela. A gerente considerou ainda que os dados de redução no número de horas pagas e no valor da folha de pagamento em março comprovam o encolhimento do mercado de trabalho da indústria. Agroindústria evitou números ainda piores Mais uma vez, os setores que ainda impedem queda mais acentuada do emprego industrial são os voltados para exportação, para o extrativismo e para a agroindústria. Este último é um dos maiores responsáveis pelo fato de os resultados do emprego industrial não terem sido piores em março, segundo Mariana. "Não há muita mão-de-obra envolvida nos setores de extrativismo, ou de exportação, em comparação com a agricultura?, disse. Houve entrada de safra nos primeiros meses do ano. Os empresários estão contratando para a produção agrícola e isso impulsionou o emprego na agroindústria", disse.Ela comentou que os Estados que mais estão influenciando positivamente o emprego são Paraná, Santa Catarina e Região Centro-Oeste, todos com perspectivas de entrada de safra. A agroindústria também estimula o emprego em setores indiretamente ligados à safra, como as indústrias de máquinas agrícolas, e a de alimentos e bebidas, que apresentaram desempenhos positivos na pesquisa de março. "Em contrapartida, há outros setores apresentando resultados negativos, como as indústrias da transformação, de minerais não-metálicos e de mobiliário", disse ela.

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