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Desaceleração na China pode aumentar

O investimento externo teve queda anual pela primeira vez em 28 meses e atividade manufatureira também dá sinais de contração

PEQUIM , O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2011 | 03h05

O crescimento econômico da China pode estar desacelerando ainda mais. Dados divulgados ontem mostraram a primeira queda anual em 28 meses no investimento estrangeiro direto (IED) e uma nova redução nas encomendas, indicando uma contração maior na atividade manufatureira.

Os dados destacam riscos crescentes para a expansão da China vindos da piora das economias desenvolvidas, enquanto a demanda doméstica é apertada pelos esforços do governo para conter a inflação imobiliária.

Uma pesquisa do HSBC apontou retração na atividade das fábricas chinesas, segundo leitura preliminar de dezembro, após o recuo das novas encomendas.

O índice de gerentes de compras para o setor manufatureiro do HSBC (PMI, na sigla em inglês), primeiro indicador a ser divulgado no mês sobre a atividade industrial chinesa, ficou em 49 em dezembro, uma modesta alta ante a leitura de 47,7 em novembro, mas ainda apontando contração na atividade.

O índice do setor deve reforçar a percepção de que as empresas enfrentam dificuldade diante do enfraquecimento da demanda global e das condições de crédito apertadas no país.

Enquanto isso, dados do Ministério do Comércio revelaram que o IED de US$ 8,8 bilhões registrado em novembro foi 9,8% menor que o registrado em novembro de 2010, marcando a primeira queda anual desde o colapso de 35,7% sofrido em 2009.

A forte redução dos fluxos vindos dos Estados Unidos foi um peso forte, desacelerando o crescimento anual do IED para 13,2%, ante 15,9% em outubro. Ainda assim, o total de US$ 103,8 bilhões em IED no ano até agora sugere que 2011 deve bater recordes. A desaceleração no aumento do IED ocorre após a primeira saída líquida de capital em quatro anos na China em outubro, parte de uma tendência recente de fuga de capital dos mercados emergentes - movimento amplamente induzido pela crise de dívida da Europa.

Aço. O crescimento da produção de aço da China e as importações de minério de ferro pelo país devem desacelerar em 2012, conforme o maior produtor de aço do mundo aumenta controle sobre o setor imobiliário, colocando pressão sobre preços de produtos siderúrgicos, segundo pesquisa da Reuters.

Apesar do menor crescimento, a produção de aço e as importações de minério de ferro vão atingir níveis recordes em 2012, refletindo os esforços de Pequim nos investimentos em infraestrutura e moradia.

A produção de aço bruto deve subir 5,8%, para 728 milhões de toneladas em 2012, com o consumo subindo 4,6%, para 685 milhões, segundo mediana de estimativas obtida pela Reuters junto a 12 corretoras e consultorias da indústria. Já as importações de minério de ferro vão desacelerar o crescimento para 6% em 2012, ante aumento projetado para este ano de quase 10%.

As previsões se comparam com uma produção anualizada de aço de 688 milhões de toneladas e demanda aparente de 655 milhões de toneladas em 2011, segundo dados até novembro.

O crescimento projetado é mais lento que a previsão de alta de 9,7% na produção deste ano, ante as 627 milhões de toneladas de 2010, enquanto a estimativa de crescimento na demanda aparente é de 9%, ante 600,5 milhões de toneladas em 2010.

A construção responde por metade da demanda por aço da China e as autoridades continuam a controlar os preços de imóveis com medidas como regras de financiamento mais rígidas. / REUTERS

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