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Desaceleração no Brasil será em menor escala, diz Meirelles

Presidente do BC reconhece paralisação no crédito mundial, mas ressalta medidas do governo contra a crise

Célia Froufe, da Agência Estado,

17 de novembro de 2008 | 19h16

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, reconheceu nesta segunda-feira, 17, que houve uma queda no volume de crédito ofertado em todo mundo, o que acabou afetando os bancos brasileiros, com conseqüências para as empresas. "O crédito praticamente paralisou-se" após a quebra do Lehman Brothers, afirmou. Ele ressaltou, porém, que tanto a desaceleração do crédito quanto da atividade em geral acontecerão em menor escala no Brasil.   Veja também: Caixa disponibilizará R$ 10 bi para crédito consignado em 2009 Programa de crédito de imóveis a servidores terá R$ 8 bi Governo estuda regulamentar crédito para micro empresas Governo já gastou mais de R$ 150 bi contra a crise financeira De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    "Estamos tomando medidas para que a crise não seja maior que o necessário", afirmou. "O Brasil vai continuar crescendo", continuou, acrescentando no entanto que o País não escapará da crise, ainda que tenha entrado nela mais forte por conta da robustez do mercado doméstico.   Meirelles enfatizou, em discurso no IV Congresso de Jovens Empreendedores, na Fiesp, que um dos principais canais de transmissão da crise financeira internacional para o Brasil é o das expectativas e que, às vezes, esse canal é subestimado. Para ele, essa é uma das principais vias de contágio, porque os consumidores de todo o mundo acompanham o que ocorre em outros países.   O presidente do BC observou que a oferta de crédito no Brasil começou outubro muito inferior a setembro, mas aos poucos a diferença foi diminuindo até o fechamento de outubro. Ele relatou que obteve informações específicas do crédito para o setor automotivo e que nos últimos dois ou três dias houve aumento da oferta para o segmento.

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