EFE/EPA/Stefani Reynolds / POOL
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Desaceleração pode custar 5 milhões de empregos nos EUA

Pesquisa feita pelo Wall Street Journal mostra que recessão americana é quase certa e seria pior que a do período entre 2007 e 2009

Dow Jones Newswires, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2020 | 16h31

Nova York - Uma pesquisa do Wall Street Journal feita com 34 economistas aponta que uma recessão nos Estados Unidos pode durar meses e possivelmente superaria a crise de 2007 a 2009 desencadeada pelo colapso da habitação e pelo subprime. O surto de coronavírus deve provocar perdas de até cinco milhões de empregos americanos, este ano e uma queda na produção econômica de até US$ 1,5 trilhão, estimam os economistas consultados.

"Você verá nos próximos dois meses as consequências das ações tomadas em termos de atividade econômica. Esse conjunto de mudanças não está realmente claro na mente dos formuladores de políticas no momento", diz o chefe de pesquisa econômica do JPMorgan.

As previsões econômicas, que ainda mantinham certo otimismo há apenas duas semanas, subitamente se tornaram sombrias quando ficou claro que a pandemia agora afetaria a vida americana fortemente. 

Para o chefe de pesquisa do JPMorgan, o Produto Interno Bruto(PIB) dos EUA deve cair 1,8% este ano e a economia perderá entre 7 e 8 milhões de empregos só na primavera (hemisfério norte) embora alguns deles provavelmente voltem se a economia se recuperar no segundo semestre.

Sung Won Sohn, economista de negócios da Universidade Loyola Marymount, espera que o coronavírus custe US$ 592 bilhões em produção e uma perda de quase 5,2 milhões de empregos em 2020.

A Goldman Sachs projeta que a produção dos EUA caia 3,1% este ano e o desemprego suba para 9% dos atuais 3,5%. O desemprego atingiu 10% em outubro de 2009, após o colapso imobiliário e financeiro. Os economistas do banco falam em aumento de até 2 milhões de pedidos de seguro desemprego na última semana.

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