Educação precisa sair do processo fabril, diz diretora do Banco Mundial

Para Claudia Costin, países em desenvolvimento vivem crise na educação, pois crianças estão na escola, mas não aprendem

O Estado de S.Paulo

03 de março de 2016 | 18h16

A educação aumenta a desigualdade se não for trabalhada como política pública e o seu maior desafio, no Brasil, é sair do processo fabril e passar a investir no talento de forma personalizada. A opinião é da diretora global de educação do Banco Mundial, Claudia Costin. Ela afirma que países em desenvolvimento vivem uma crise nesse âmbito, pois crianças estão na escola, mas não estão aprendendo.

Para ela, o professor precisa atuar como facilitador da aprendizagem, ao invés de ser apenas um fornecedor de conteúdo. Esse profissional também precisa fazer as pazes com a profissão e se atualizar de acordo com as demandas de seu dia a dia, defende a executiva.

A entrevista foi gravada durante o Lemann Dialogue, uma conferência que reúne alunos bolsistas da Fundação Lemann das Universidades de Columbia, Harvard, Illinois e Stanford. O tema desta quinta edição foi "Inovando o setor público brasileiro".

O conteúdo integra a plataforma UM BRASIL, idealizada pela FecomercioSP, que nesta série conta com a parceria do Columbia Global Center no Rio de Janeiro e do Lemann Center for Brazilian Studies da Universidade Columbia.

As gravações aconteceram em Nova York, entre os dias 16 e 20 de novembro de 2015. Confira a íntegra da entrevista.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.