Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Desafio de companhias aéreas é equilibrar oferta e demanda

Empresas americanas como Delta e United também cortaram frota para sobreviver à crise

Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2019 | 13h13

O ponto de equilíbrio entre demanda e oferta tem sido um dos grandes desafios das companhias aéreas no Brasil e no exterior. Lá fora, para escaparem da falência, Delta, American Airlines e United reduziram suas frotas. Assim, elas conseguiram elevar os preços das passagens e sair da crise em que haviam mergulhado nos anos 2000 – ajudaram também na recuperação uma pressão sobre as arrendadoras de aeronaves para que os contratos fossem renovados com preços menores e o apoio por parte de empresas parceiras, como os bancos.

Por aqui, Avianca não conseguiu sobreviver a crise de 2015 e 2016 e as companhias que restaram entram agora em um nova fase da disputa. Diante da saída dela do mercado, Gol, Latam e Azul começam a ampliar suas frotas, que haviam encolhido durante a recessão. A intenção é ocupar o espaço deixado pela Avianca e avançar ainda mais com a possível recuperação da economia e com os juros baixos.

“O setor está na iminência de viver um novo ciclo benigno. A esperança é que agora seja diferente (do início desta década, quando as empresas entraram numa guerra de preços baixos para ganhar mercado). Todas as companhias são de capital aberto e precisam remunerar o investidor. Será que as três vão inundar o mercado (com oferta) de novo?”, questiona um executivo do setor.

A preocupação é que a maior oferta de voos acabe reduzindo os preços e pressionando as margens, que frequentemente não passam de 10%. A Gol, porém, registrou 17% no primeiro trimestre, indício de que uma fase melhor está começando. A sensibilidade do consumidor em relação ao preço das passagens explica as margens – hoje, o passageiro escolhe a companhia principalmente pelo preço do bilhete aéreo.

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