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Desafio é levar países ricos a negociar

A Organização Mundial do Comércio (OMC) passa por um momento decisivo em sua história e o brasileiro Roberto Azevêdo terá a difícil missão de transformar a OMC em um mesa global de negociações internacionais importantes.

ALTAMIRO JUNIOR, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2013 | 02h08

Se não conseguir, sua gestão pode ser irrelevante. Esta é a opinião do especialista em comércio exterior, autor de diversos livros sobre o assunto e atualmente pesquisador do Peterson Institute for International Economics em Washington, Gary Clyde Hufbauer.

Missão. Sobre a missão do brasileiro, o desafio de Azevêdo será determinar se a OMC vai voltar a ser o principal fórum para negociações comerciais ou se cederá seu lugar para acordos entre blocos regionais. "Se ele não fizer ações que tragam Estados Unidos, União Europeia Japão, Coreia e outros países industrializados de volta à mesa de negociações, sua gestão pode ser irrelevante", destaca Hufbauer em uma gravação colocada ontem no site do Peterson Institute.

Hufbauer diz não conhecer Azevêdo pessoalmente, mas tem amigos que o conhecem e que a impressão é que ele é um diplomata muito qualificado, inteligente e talentoso para negociações. "Azevêdo pode apresentar em uma negociação uma posição que é completamente contra a sua e ainda fazer isso de forma agradável, ainda que persuasiva", disse.

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