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Desafio é prover mão-de-obra para crescimento, diz Meirelles

Presidente do Banco Central diz que expansão sustentada da economia depende de profissionais qualificados

Célia Froufe, da Agência Estado,

29 de agosto de 2008 | 10h54

Um dos maiores desafios do País hoje é prover mão-de-obra para promover o crescimento sustentado, afirmou nesta sexta-feira o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, durante aula magna realizada para alunos de engenharia da Universidade do Mackenzie. "Existe hoje grande demanda por profissionais qualificados", disse ele.   Veja também:  É viável trazer inflação para 4,5% em 2009, afirma Meirelles  Crescimento do PIB pode ultrapassar 5% este ano, diz Bernardo   Após explicar o funcionamento do regime de metas de inflação, o presidente do BC afirmou que, no mundo, a experiência mostra que inflação baixa e sob controle é condição básica para o crescimento: "Não há trade-off de curto prazo entre desemprego e inflação." Ele citou que o BC mira o centro da meta de inflação, de 4,5%, mas ponderou que choques externos em algum momento podem desviar essa taxa para cima ou para baixo.   Durante seu discurso, Meirelles lembrou a hiperinflação do passado, quando algumas pessoas tinham, inclusive, licença do trabalho para realizar compras no dia do pagamento do salário. "Resumindo: inflação alta é um desastre."   Ainda sobre a questão da mão-de-obra qualificada, Meirelles mencionou que o momento é muito favorável aos engenheiros que estão se formando, porque a demanda por esses profissionais hoje é muito grande. "Aliás, faltam engenheiros no mercado", disse ele, lembrando que, quando se formou, o País também vivia um momento de crescimento, mas não havia por parte dos estudantes consciência de quanto a macroeconomia influenciava a vida de cada um. Ele recordou também que houve uma época em que arquitetos formados acabavam atuando em outras áreas, mas que hoje, com a melhora da economia, muitos estão voltando às suas profissões originais.

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