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Desafio na OMC é manutenção do Grupo dos 20, afirma Amorim

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje, na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, que o principal desafio do Brasil na conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Cancún, no México, que acontece entre os dias 10 e 14 de setembro, será manter a unidade do Grupo dos 20. Trata-se de uma frente formada por 20 países em desenvolvimento, tanto importadores quanto exportadores agrícolas, que apresentou uma proposta para as negociações do capítulo da OMC bem mais ambiciosa do que aquela defendida pelos Estados Unidos e pela União Européia. "Não será tarefa fácil evitar que alguns membros do G-20 cedam a pressões dos grandes, porque sabemos que os EUA e a União Européia despacharam emissários para vários dos nossos aliados", disse Amorim. "Até agora, não despacharam nenhum para o Brasil, porque talvez eles saibam que a nossa posição é muito forte". Ele não comentou sobre quais países teriam sido assediados.Amorim põe em dúvida prazo para AlcaSobre a Alca, Amorim afirmou que não haverá hipótese de conclusão das negociaçõe até 1º de janeiro de 2005, se os Estados Unidos insistirem em manter o seu grau de ambição inicial nas negociações. Amorim referiu-se principalmente à possível discordância dos negociadores americanos à proposta do Brasil de transferir para a rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio, as discussões sobre regras para investimentos, serviços, compras governamentais e propriedade intelectual. São tópicos que, do ponto de vista do Brasil, são tão delicados quanto os subsídios agrícolas e as regras antidumping que os Estados Unidos pretendem discutir somente na OMC. "Embora toda autoridade dos Estados Unidos que vem ao Brasil diga que tudo está sobre a mesa na Alca, na prática isso não acontece. O comitê de agricultura da Alca não consegue se reunir porque não há como avançar em temas como subsídios", afirmou o chanceler, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara. Segundo Amorim, se o governo brasileiro concluir que não haverá como fechar o acordo em 2005, o País não o assinará. Entretanto explicou que a manutenção formal desse prazo é importante para dar uma perspectiva realista a essas negociações. Amorim ainda afirmou aos deputados que percebe uma visão muito positiva do representante dos Estados Unidos para o Comércio, Robert Zoellick, em torno das discussões da Alca.

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