MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO
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Desastre em Mariana reduzirá produção da Vale em MG

Produção de minério de ferro nas minas de Timbopeba e Fábrica Nova poderá ser impactada em 3 milhões de toneladas em 2015

Reuters

10 de novembro de 2015 | 11h56

SÃO PAULO - A Vale informou que o rompimento de barragens de rejeitos da mineração na região de Mariana (MG) reduzirá a produção de minas próximas do local do incidente neste ano e também em 2016. Segundo nota da empresa, na noite de segunda-feira, a produção de minério de ferro nas minas de Fábrica Nova e Timbopeba poderá ser impactada negativamente em 3 milhões de toneladas em 2015 e 9 milhões de toneladas em 2016, devido ao rompimento de duas barragens da mineradora Samarco.

A companhia acrescentou ainda que vai interromper a venda de minério de sua mina de Fazendão para a Samarco."As estimativas acima são preliminares e poderão ser alteradas à medida que novas alternativas operacionais sejam confirmadas", disse a Vale em comunicado na noite de segunda-feira.

A Vale, maior produtora global de minério de ferro, informou na segunda-feira que a enxurrada de lama registrada após o rompimento de barragens da Samarco, no complexo de mineração de Germano atingiu uma correia transportadora de uma mina próxima e afetará a sua produção.

O desastre deixou ao menos dois mortos e 25 desaparecidos e obrigou a cortes no fornecimento de água potável em cidades situadas a mais de 300 km de distância. Uma das grandes preocupações é a contaminação do Rio Doce, um dos mais importantes da região Sudeste.

Nesta terça-feira, o Ministério Público Federal (MPF/ES) e o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) obtiveram decisão liminar que obriga a Samarco Mineração e órgãos de meio ambiente e saneamento a adotarem uma série de ações visando à produção e à conservação das provas necessárias para reparação pelos danos ambientais e danos morais coletivos causados no Estado por conta do rompimento das barragens situadas em Minas Gerais.

Segundo nota do Ministério Público, o rompimento das barragens, que destruiu vilarejos, também comprometeu o Rio Doce. Na decisão, a Justiça obriga a Samarco a fornecer um helicóptero a partir das 7h desta terça-feira, às suas custas, para que a aeronave possa sobrevoar a porção capixaba do rio atingida pelos seus rejeitos, pelo tempo que autoridades julguem necessário, sob pena de multa diária no valor de 50 mil reais por hora de atraso.

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