Dida Sampaio/Estadão - 21/8/2019
Dida Sampaio/Estadão - 21/8/2019

Desbloqueio do Orçamento deve chegar a quase R$ 12 bi, diz Onyx

Valor, que ainda não está fechado, é menor do que o previsto inicialmente, porque não inclui a previsão de receita de leilão de petróleo

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2019 | 13h13

BRASÍLIA - A estimativa de desbloqueio das despesas do Orçamento este mês deve chegar a aproximadamente R$ 12 bilhões. A informação foi confirmada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. "Fecharemos a conta amanhã (terça-feira)", afirmou o ministro ao Estadão/Broadcast. Onyx ainda trabalha para viabilizar uma segunda parcela de descontingenciamento em outubro.

O novo número, discutido durante reunião da Junta de Execução Orçamentária (JEO), na noite desta segunda-feira, 16, é inferior ao valor previsto inicialmente pelo ministro, que falava em R$ 14 bilhões. O motivo, segundo outra fonte que acompanha as negociações, é que não foi possível incluir neste momento a previsão de receita de leilão de petróleo devido a questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU).

Além de Onyx, participaram do encontro da JEO nesta segunda, no Planalto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e secretários das duas pastas.

Nessa etapa, a discussão é técnica. Após o número ser definitivamente fechado, caberá à ala política definir como a quantia será distribuída entre ministérios, com o aval do presidente Jair Bolsonaro. Como mostrou o Estado, o desbloqueio também contribuirá para o governo cumprir a promessa de liberar verbas das emendas parlamentares.

Na noite desta segunda, o ministro da Casa Civil garantiu que novos recursos serão liberados no próximo mês. "Vamos ampliar em outubro", disse. Na semana passada, Onyx afirmou que ainda pretende desbloquear outros R$ 5 bilhões até o final do ano para garantir um alívio maior aos ministérios que enfrentam dificuldades pela falta de recursos.

O descontingenciamento será possível porque julho e agosto tiveram arrecadação de R$ 8 bilhões, acima dos R$ 5 bilhões previstos inicialmente. O resultado positivo se deu principalmente devido à venda de empresas da Petrobras e de ações do IRB, espécie de seguradora das seguradoras, pelo Banco do Brasil. Além disso, haverá recolhimento novo de dividendos por parte da Caixa Econômica Federal e do BNDES.

A estimativa de liberar os quase R$ 12 bilhões pode ser alterada até o anúncio oficial, que precisa ser feito até sexta-feira, 20, quando o governo terá que enviar ao Congresso Nacional o relatório de avaliação de receitas e despesas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.