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Descoberta nova jazida de óleo leve na Bacia de Santos

Estatal não especifica o tamanho do poço, informalmente conhecido como Iara

Da Redação,

07 de agosto de 2008 | 18h17

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 7, a descoberta de uma nova jazida de óleo leve na área do pré-sal da Bacia de Santos. A informação consta de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A estatal não especifica o tamanho do poço, informalmente conhecido como Iara, mas diz que a densidade do óleo é de cerca de 30 graus API. Veja também:Veja a história e os números da Petrobras Preço do petróleo em alta  A exploração de petróleo no Brasil  A maior jazida de petróleo do País   O poço está localizado em área explorada pelo consórcio formado pela Petrobras, que é a operadora, com 65%, o BG Group, com 25% , e a Galp Energia, com 10%. O consórcio explora o bloco conhecido como BM-S-11. O bloco é composto por duas áreas exploratórias, sendo que na maior delas foi perfurado o campo de Tupi, que encontra-se em fase de avaliação. O novo poço, informalmente conhecido como Iara, encontra-se a cerca de 230 quilômetros do litoral da cidade do Rio de Janeiro, em lâmina d'água de 2.230 metros. A estatal informa que ele ainda encontra-se em perfuração em busca de objetivos mais profundos. A descoberta foi comprovada através de amostragem de óleo leve por teste a cabo, em reservatórios localizados em profundidade de cerca de 5.600 metros, e comunicada hoje à Agência Nacional do Petróleo (ANP). Potencial O geólogo Giuseppe Bacoccolli, da UFRJ, afirmou que a descoberta pode ser considerada importante por confirmar mais uma vez o potencial da área. "A cada descoberta vai se confirmando que os reservatórios no local são bastante grandes e de elevada qualidade do óleo", disse. Segundo ele, o fato de em Iara ter sido encontrado um óleo com gradação API diferente de Tupi "não significa que tratam-se de reservatórios diferentes". Para o geólogo, o fato de a descoberta ter sido feita em uma profundidade menor do que Tupi pode alterar as características do óleo encontrado. "Ainda há expectativa de que haja apenas um reservatório e de que estas áreas sejam contíguas", afirmou o geólogo. Expectativas A simples confirmação da existência de petróleo nos prospectos, porém, já não movimenta o mercado, que permanece à espera de detalhes sobre os volumes descobertos. "A Petrobrás está seguindo a idéia de furar rapidamente os blocos que têm um prazo de devolução para a Agência Nacional do Petróleo (ANP) vencendo em breve. Está marcando território, sem se preocupar em aprofundar o conhecimento da área", disse a analista do Itaú, Paula Kovarsky. "É sempre uma notícia boa, mas não deve ter tanto impacto nas ações", diz outra especialista. Segundo ela, porém, informações sobre os volumes só serão possíveis a partir do ano que vem, uma vez que a Petrobrás está hoje limitada a três plataformas de perfuração para águas ultra-profundas. Uma delas, que pertence à Repsol, por sinal, deixa o País logo após terminar a perfuração em Guará. Em águas mais rasas da Bacia de Santos, a Petrobrás busca reservas abaixo do sal em quatro blocos. Em todos eles, os objetivos da perfuração estão abaixo dos 5 mil metros de profundidade. No BM-S-12, mais ao sul da bacia, a empresa já encontrou uma jazida de gás acima do sal, mas manteve a perfuração para atingir os 6,525 metros.

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