Descobertas de petróleo devem 'pipocar' nos próximos meses

Analistas de mercado já estimam reservas da Bacia de Santos em cerca de 56 bilhões de barris de petróleo

Kelly Lima, da Agência Estado,

13 de junho de 2008 | 14h34

A nova descoberta anunciada na quinta-feira, 12, pela Petrobras na Bacia de Santos é mais uma das muitas que devem pipocar nos próximos meses naquela região, dentro dos esforços que vem sendo feitos pela estatal para comprovar os indícios de óleo abaixo da camada pré-sal. No total, analistas de mercado já estimaram as reservas naquela região em cerca de 56 bilhões de barris e há quem diga que o volume poderia chegar a até 70 bilhões, o que elevaria o Brasil ao sétimo lugar no ranking das maiores reservas mundiais. Veja também:Petrobras anuncia nova reserva no pré-salA exploração de petróleo no Brasil  Preço do petróleo em alta   A Petrobras, até o momento, evita fazer qualquer referência sobre o volume de reservas em áreas do pré-sal. Apenas o prospecto de Tupi, no BM-S-11, é que foi dimensionado e estimado entre 5 e 8 bilhões de barris. Mas existem pelo menos outros seis blocos - dos quais a Petrobras opera cinco em parcerias que variam de formação com a BG, Galp, Shell e Repsol. Apenas um deles é operado pela Exxon, no qual a Petrobras possui 20% de participação. Todos já tiveram indícios de óleo identificados em um primeiro poço. A cada poço perfurado, a Petrobras avança na confirmação dos indícios de óleo leve abaixo da camada pré-sal. E novas descobertas não trazem por si só uma novidade para o mercado, mas sim uma confirmação do que já era esperado. Por isso mesmo, o mercado aparenta ter absorvido em parte a perspectiva de existência de reservas gigantescas naquela região, o que impede elevadas altas nas ações da empresa a exemplo do que ocorria com a divulgação das primeiras descobertas, como Tupi - em novembro do ano passado - e Jupiter - em janeiro de 2008. Nesta tarde, os papéis PN da companhia registravam alta de 1,59%, a R$ 45,93 e ON subia 2,13%, a R$ 55,70, ambos entre as maiores altas do Ibovespa. Mas estão longe dos mais de 10% de valorização que as ações tiveram num único dia, quando houve a divulgação de Tupi. Na prática, diz um analista, a perspectiva de reservas e o fato de a Petrobras já estar constatando com cada poço a existência do óleo na camada pré-sal já está precificada no mercado. O que interessa agora é saber quanto existe de fato e o mais importante: quanto custará para tirar este óleo desta profundidade.

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