Desconto de dias parados é "pouco inteligente", critica CUT

O presidente da Confederação Nacional dos Bancários da Central Única dos Trabalhadores (CNB/CUT), Vágner Freitas, afirmou hoje à Agência Estado que a decisão da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil de descontar os dias parados dos funcionários, em greve em 24 capitais do País desde o dia 15 de setembro, é uma medida "pouco inteligente" do governo federal e que isso não vai modificar o movimento dos trabalhadores.Segundo ele, a decisão não causou surpresa, mas decepção, pois há ex-sindicalistas que compõem o alto escalão do Poder Executivo em Brasília. "A decisão não muda nossa greve. É uma medida pouco inteligente do governo e não nos atemoriza. Poderá somente fortalecer o movimento", comentou Freitas, observando que as discussões deveriam ser mantidas no processo natural das negociações entre trabalhadores e empregadores.Indagado se a greve que atinge as instituições ligadas ao governo poderia causar transtornos para a população, como o atraso no pagamentos dos benefícios de aposentados e pensionistas (normalmente realizados no início do mês), o presidente da CNB/CUT disse que a maioria dos beneficiados possui cartões de auto-atendimento e que, por isso, não haveria problemas significativos para a população.Evolução das negociaçõesApós a realização da Executiva Nacional dos Bancários ontem, a CNB/CUT enviou carta ao presidente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Márcio Cypriano, com o objetivo de reabrir o processo de negociação entre as duas partes e resolver o impasse da campanha salarial de 2004, que originou o movimento de greve nacional da categoria. Segundo a CNB/CUT, até o momento, ainda não foi obtida uma resposta da Fenaban.O Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo (TRT-SP) marcou para amanhã (29), a partir das 14 horas, a audiência de conciliação entre bancários e banqueiros.

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