Desconto de dias parados na greve dos bancários é ?traição?

A direção do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região classificou como "traição" a decisão do governo Lula de descontar os dias parados dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, em greve há 14 dias. Para o diretor do sindicato, Wilson Ribeiro, também funcionário da agência Paulista da CEF, a medida do governo é repressora. "A decisão de mandar cortar o ponto é uma traição. Não esperávamos isso de um governo que tem como presidente um ex-líder sindical. Isso é uma palhaçada", afirmou. O sindicalista acrescentou que considera como um agravante o fato de que, no início da paralisação, a União havia se manifestado a favor do movimento. Críticas no RJ O vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e funcionário do Banco do Brasil José Alexandre Costa classificou como "deplorável" a decisão do governo. "Pode deixar que, nas próximas eleições, vamos cortar o ponto também do Lula e do Berzoini (Ricardo, ministro do Trabalho)", afirmou. Na avaliação do sindicalista, a decisão é também desastrosa para a imagem do governo, conhecida como de linha democrática e dirigida por um ex-operário, como Lula. Ele informou que os bancários do Rio farão assembléia hoje no final da tarde, na Galeria dos Empregados do Rio, para discutir como está o movimento. "Não vamos decidir se deixamos a greve ou não. A tendência é continuar (a greve)", disse.

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