Desconto médio em liquidações pode subir para 60%

A grande temporada de liquidação deverão que começa sábado no Estado de São Paulo terá de ser, esteano, uma liquidação de verdade, com redução substancial nospreços de etiqueta e pagamento facilitado em, no máximo, duasvezes para atrair o consumidor. Depois que o governo decidiunesta semana aumentar pela segunda vez consecutiva no ano osjuros básicos e retirar dinheiro de circulação por meio doaumento dos compulsórios sobre os depósitos bancários, as vendas especialmente a prazo, deverão esfriar. A avaliação é do economista da Associação Comercial deSão Paulo (ACSP), Emílio Alfieri, e do presidente da Associaçãodos Lojistas de Shoppings, Nabil Sahyoun. "Neste ano aliquidação deverá ter mais força do que nos anteriores porque opoder aquisitivo da população está baixo." A partir de sábado, e até 2 de março, cerca de 6 millojas de shoppings estarão participando da 12.ª edição daLiquida São Paulo. Com desconto médio de cerca de 60%, ante 55%na liquidação do ano passado, pela primeira vez em seis anos oevento contará com participação dos shoppings do interior, emcerca de 12 municípios. A expectativa antes da alta dos juros e do compulsório,segundo Sahyoun, era ampliar entre 2% e 4% o faturamento real emrelação ao mesmo evento do ano passado. Ele ressalta que oacréscimo nas vendas é esperado por causa da ampliação no númerode lojas participantes. Na liquidação deste ano, os estoques também estão bemmaiores. São cerca de 70 mil itens, ante 65 mil em 2002. SegundoSahyoun, esse será mais um fator que levará os lojistas afacilitar as vendas para desovar os estoques e quem sairáganhando será o consumidor.

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