Desembolso do BNDES em 12 meses soma R$ 123,6 bi

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou hoje que o volume de desembolsos do banco no período de 12 meses até agosto atingiu R$ 123,6 bilhões, montante que representa um crescimento em relação ao registrado em julho, de R$ 122 bilhões. Segundo Coutinho, esse crescimento é um dos indicativos de que o "pior da crise ficou para trás" e que os projetos de investimento estão sendo retomados.

LUCINDA PINTO, Agencia Estado

23 de setembro de 2009 | 17h47

A expectativa de Coutinho é de que o avanço das decisões de investimento coloquem a taxa de Formação Bruta de Capital Fixo, um indicador de investimentos das empresas, em um patamar entre 18,5% e 19% este ano. E que, em 2010, seja de, pelo menos, 20%, o que representaria um nível recorde desde a década de 70. "Estávamos em um processo de aceleração dos investimentos, que foi afetado pela crise. Mas, graças ao esforço do governo, conseguimos retomar esse processo", afirmou.

Ele citou que os projetos de investimento monitorados pelo BNDES para o período de 2009 a 2011 - o que representa uma estimativa do banco para o volume de investimentos que estão em curso no País para esse período -, atingiram o volume de R$ 731 bilhões em agosto, o que significa que os investimentos já se aproximam do período pré-crise. Para se ter uma ideia, em agosto de 2008 esse volume era de R$ 781 bilhões e, em dezembro do ano passado, caiu para R$ 688 bilhões. Esse cenário de avanço dos investimentos confirma, segundo ele, que o Brasil "ultrapassou o teste da crise". Coutinho prevê que a economia brasileira registre taxa média de crescimento de 5% no período de 2010 a 2014, "muito acima da média mundial".

Segundo Coutinho, há também sinais de que o programa de sustentação do crescimento (linha de financiamento com taxas de juros mais baixas para o setor de máquinas e equipamentos), lançado em julho, está sendo eficaz em estimular os investimentos. "Nossa expectativa é de que, nos meses de setembro, outubro e novembro, observemos uma aceleração de decisões de investimento do setor privado", disse. Segundo ele, ainda não é possível avaliar com clareza qual o desempenho desse programa, pelo fato de que, logo após o anúncio, muitas empresas postergam suas decisões de investimento. Mas ele afirma que há um "bom crescimento em agosto e na primeira quinzena de setembro" desses empréstimos.

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