Desembolsos do BNDES caem 14% no ano até julho

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acelerou os desembolsos de recursos no mês passado, injetando R$ 3,173 bilhões para os seus clientes em apenas 30 dias. Com isso, os desembolsos acumulados no ano subiram para R$ 14,25 bilhões. Mesmo assim o banco estatal de fomento contabilizada queda de 14% em relação a igual período do ano passado, em termos nominais. Se considerada a inflação no período, a queda foi muito maior. Para atingir a meta de liberar R$ 34 bilhões até dezembro, como prevê o orçamento da instituição, a média mensal de desembolsos terá de subir para R$ 4 bilhões nos próximos cinco meses. Os dados do banco, divulgados hoje, indicam que os outros indicadores que sinalizam a procura de dinheiro no banco de fomento continuam devagar. As aprovações, por exemplo, somaram R$ 14,133 bilhões nos sete primeiros meses do ano (apenas R$ 963 milhões em julho), com queda nominal de 26% sobre igual período do ano passado. Os "enquadramentos", por sua vez, atingiram R$ 15,355 bilhões (R$ 3,537 bilhões), com queda de 26% sobre igual período de 2002, enquanto as consultas totalizaram R$ 18,625 bilhões em sete meses, com queda de 27% no período. Micros e pequenas empresasO BNDES está direcionando mais recursos para empresas de menor porte. Segundo o banco, nos primeiros sete meses do ano a instituição liberou R$ 3,847 bilhões para micro e pequenas empresas, com aumento de 35% em relação aos sete primeiros meses do ano passado. As empresas de médio porte faturamento entre R$ 10 milhões e R$ 60 milhões receberam R$ 1,223 bilhão, com aumento de 5% sobre os primeiros sete meses de 2002. As grandes empresas, porém, continuam responsáveis por dois terços dos recursos liberados pelo banco. Em sete meses, até julho, esse segmento recebeu R$ 9,103 bilhões, com queda de 25% sobre igual período de 2002. As micro e pequenas empresas absorveram 27% dos recursos do banco, as médias 9% e as grandes empresas, 64% do total desembolsado em sete meses.

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