Paulo Vitor/Estadão
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Desembolsos do BNDES caem 17% no ano

De janeiro a maio, foram liberados R$ 27,7 bilhões para empréstimos já aprovados; resultado reflete recuperação lenta do País, diz o banco

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

20 Junho 2017 | 21h53

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 27,738 bilhões, de janeiro a maio, para empréstimos já aprovados, queda nominal (sem descontar a inflação) de 13% em relação a igual período de 2016, informou ontem a instituição de fomento. Em termos reais, levando em conta a inflação, a queda foi de 17%. Apenas em maio, o BNDES liberou R$ 6,356 bilhões, queda real de 9%.

“Os indicadores de desempenho do BNDES seguem refletindo a situação econômica do Brasil, de recuperação lenta e gradual”, diz a nota à imprensa divulgada pela instituição.

As aprovações de novos empréstimos somaram R$ 5,6 bilhões em maio, acumulando R$ 24,3 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, queda de 32% frente a igual período de 2016. As consultas, primeiro passo do processo de pedido de crédito do banco, registraram R$ 37,832 bilhões de janeiro a maio, queda nominal de 22%. 

A instituição procurou ressaltar pontos positivos. “O BNDES continua atuando para suprir as necessidades de financiamento da economia brasileira, sobretudo nos segmentos onde há maior restrição de acesso ao crédito”, diz o texto.

O primeiro exemplo citado é o Progeren, linha de crédito para capital de giro, que foi reativada, com injeção de recursos, no início do ano. Segundo o banco, a linha liberou R$ 2,7 bilhões no ano, até maio, crescimento nominal de 365% em relação a igual período de 2016. 

Nos últimos 12 meses, os desembolsos do Progeren somam R$ 4,8 bilhões, 172% acima do registrado no período imediatamente anterior.

Outro exemplo é a alta nominal de 42% nas aprovações da Finame, linha para bens de capital. “O maior destaque, em termos de valor aprovado da Finame, são os Programas Agrícolas do Governo Federal – entre eles o Moderfrota. Excluindo-se das aprovações da Finame a parcela referente ao segmento agrícola, bem como ônibus e caminhões, chega-se a uma taxa de crescimento de 168%, entre janeiro-maio de 2017”, diz o BNDES.

Para Mário Bernardini, consultor econômico da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), não há o que comemorar. “Gostaria muito que houvesse boas notícias, mas, por mais que procure, não tem nada de novo”, disse Bernardini. “O setor (de máquinas agrícolas) pesa cerca de 15% no total da indústria de máquinas e equipamentos. Os outros segmentos continuam despencando.” Segundo ele, o faturamento da indústria de máquinas e equipamento está 50% abaixo de 2013.

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