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Desembolsos do BNDES cresceram apenas 1% nos primeiros nove meses do ano

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) cresceram apenas 1% nos primeiros nove meses do ano, comparado ao mesmo período do ano anterior. Somaram R$ 31,481 bilhões no acumulado do ano. A expectativa do banco é que as liberações devem superar os R$ 47 bilhões do ano passado, mas ficarão aquém da meta inicial prevista para este ano, de R$ 56 bilhões.Apesar do modesto resultado, o presidente do BNDES, Demian Fiocca, considerou o resultado positivo, porque reverteu uma trajetória de queda. Ele destacou que a variação das liberações no acumulado do ano na comparação com igual período de 2005, que até o mês passado estava negativa, agora é positiva. De acordo com ele, houve crescimento de 18,2% nos desembolsos no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.Fiocca comentou, ainda, que há um grande projeto de telecomunicações para sair neste trimestre, depois de comentar que os desembolsos do banco para o setor de infra-estrutura haviam ficado em R$ 10,428 bilhões no acumulado até setembro, 9% abaixo do mesmo período do ano passado."Há alguns projetos do setor de telecomunicações no banco e tem um sozinho que muda os números (para infra-estrutura)", afirmou. De acordo com ele, o projeto grande de telecomunicações "está em fase final de aprovação". O presidente do banco não antecipou, contudo, detalhes do projeto.Nos primeiros nove meses do ano, a indústria foi o setor que mais recebeu recursos, ficando com R$ 16,496 bilhões do total desembolsado, uma performance 10% superior ao período entre janeiro a setembro de 2005. Já a agropecuária ficou com R$ 2,234 bilhões, uma queda de 22% ante o mesmo período de 2005, ainda maior do que o recuo no setor de telecomunicações. Para o setor de comércio e serviços foram liberados R$ 1,882 bilhão, com alta de 6%. Outros setores receberam R$ 351 milhões.AprovaçõesOs projetos aprovados pelo BNDES chegam a R$ 45,611 bilhões, 31% a mais do que no mesmo período do ano passado. Segundo Fiocca, o valor de aprovações é um bom indicador econômico porque mostra que os empresários estão dispostos a investir. Os recursos aprovados muitas vezes são liberados parceladamente, em alguns anos.Com relação aos projetos de financiamento aprovados, a indústria responde por 61% do total, somando R$ 24,042 bilhões, com crescimento de 74% sobre o ano passado. Para a infra-estrutura, há R$ 9,582 bilhões, 19% a menos que no mesmo período de 2005. Mais R$ 3,727 bilhões foram aprovados para comércio e serviços e R$ 2,118 bilhões para agropecuária.

Agencia Estado,

05 de outubro de 2006 | 19h28

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