Desembolsos do BNDES recuam 5% de janeiro a abril

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 33,9 bilhões entre janeiro e abril deste ano, cifra que corresponde a uma queda de 5% na comparação com o mesmo período de 2010. Em abril, o banco liberou R$ 9 bilhões, um recuo de 14% frente a igual mês do ano passado.

MÔNICA CIARELLI, Agencia Estado

21 de junho de 2011 | 14h05

O desempenho mais fraco em abril foi puxado pelo período de transição entre as etapas 2 e 3 do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Segundo o BNDES, o setor de infraestrutura respondeu por 40% do total das liberações no primeiro quadrimestre do ano; a indústria por 31%; comércio e serviços por 20%; e agropecuária por 9%.

Os dados do banco mostram que, no acumulado dos últimos 12 meses até abril, os desembolsos totalizaram R$ 166,7 bilhões, uma alta de 14% em relação aos 12 meses anteriores. Excluindo a operação de capitalização da Petrobras, ocorrida no ano passado, as liberações de financiamento no período somaram R$ 141,8 bilhões, cifra 3% inferior ao resultado de 12 meses acumulados até abril de 2010.

De acordo com o BNDES, a queda no ritmo dos desembolsos está em linha com as expectativas do banco, que estima, para este ano, desempenho em nível similar ao de 2010, da ordem de R$ 145 bilhões (sem considerar a operação da Petrobras, de R$ 24,7 bilhões).

O comportamento positivo das micro, pequenas e médias empresas continua sendo o destaque do ano. No período de janeiro a abril, o banco liberou R$ 15,1 bilhões em financiamentos ao segmento, 45% do total dos empréstimos do BNDES no quadrimestre. O resultado corresponde ao volume recorde de 226,3 mil operações de crédito realizadas com empresas de menor porte. Segundo a instituição, o Cartão BNDES e o PSI, prorrogado até o final deste ano, explicam grande parte do resultado. No período, o Cartão BNDES realizou 137,6 mil operações, tendo desembolsado R$ 1,9 bilhão em crédito à aquisição de bens e serviços.

"As perspectivas de investimento continuam favoráveis, conforme indicam os crescimentos de 6% nas aprovações (R$ 45,8 bilhões) e de 9% nos enquadramentos (R$ 50,5 bilhões) na comparação quadrimestral", diz o banco, em nota.

As aprovações foram impulsionadas pelos setores têxtil e vestuário, celulose e papel - que vive período de retomada de investimentos -, energia elétrica (destaque para os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento) e transporte ferroviário. Também no acumulado de 12 meses, até abril, as aprovações aumentaram 11% (R$ 203 bilhões) e as consultas por novos financiamentos cresceram 23% (R$ 250 bilhões).

Considerando-se os quatro primeiros meses do ano, as consultas por empréstimos atingiram R$ 52,9 bilhões, com queda de 10% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2010.

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