Desembolsos para exportação de engenharia somam US$ 292 milhões

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para exportações de serviços de engenharia estão em trajetória de alta desde 2002, e atingiram US$ 292 milhões no ano passado, ante US$ 228 milhões em 2004, US$ 121 milhões em 2003 e US$ 43 milhões em 2002. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira pelo vice-presidente da instituição, Armando Mariante, no I Encontro Nacional de Comércio Externo de Serviços que está sendo realizado na Confederação Nacional do Comércio (CNC).Segundo Mariante, as exportações de serviços de engenharia e construção envolvem subcontratações de empresas de diversos setores diferentes como siderurgia e metalurgia, mecânica, material elétrico, material de transporte, química-petroquímico e alimentos e bebidas, entre outros.Segundo o diretor do banco estatal de fomento, os serviços de engenharia exportados com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) ocasionaram a subcontratação de 1.700 empresas brasileiras, sendo que dessas 1.500 são pequenas e médias empresas. O banco está apoiando projetos diversos de engenharia na América do Sul, entre os quais os das linhas 3 e 4 do metrô de Caracas, na Venezuela, a ampliação do metrô de Santiago, Chile, uma estrada no Peru, a ampliação dos gasodutos norte e sul (TGN e TGS) na Argentina, uma usina hidrelétrica na Venezuela, outra usina no Equador e uma linha de transmissão no Uruguai.Mariante destacou que o apoio a projetos de integração sul-americana geram exportações, empregos e renda para o Brasil, ajudam "a incluir o Brasil no clube seletíssimo de países produtores de conhecimento" e ajudam a dar esperança para os países da região. Mariante citou um mural em Lima que dizia ´chega de realidade, queremos promessas´, como manifestação da necessidade de esperanças. Ajuste gradual O Brasil precisa se preparar para o ajuste gradual da economia global que está ocorrendo por conta do desequilíbrio na economia dos Estados Unidos, segundo disse à Agência Estado o economista do Ibmec e chefe do departamento econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas. "É importante que a taxa de juros caia para que o real fique menos sobrevalorizado", disse. De acordo com ele, o déficit externo dos Estados Unidos deve ser corrigido aos poucos, com uma desaceleração da expansão da economia americana de 5% para 3% ao ano, mais com a continuidade de crescimento da China e o aumento do desempenho econômico do Japão. "O ajuste global não vai ter problemas maiores a não ser para os países emergentes que vão crescer menos e alguns, com mais vulnerabilidade externa, vão sofrer como a Turquia e a Nova Zelândia", disse. De acordo com ele, no momento o Brasil não está vulnerável, mas precisa reduzir os juros. O vice-presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro considera que caso haja uma desaceleração da economia mundial as exportações brasileiras serão duplamente prejudicadas: pela redução da quantidade de demanda e pelos preços das commodities, que neste caso tendem a cair.

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