Desempregados nos EUA somam 3,6 mi desde início da recessão

Economia norte-americana fecha 598 mil postos em janeiro e taxa de desemprego vai a 7,6%, maior desde 1992

Reuters e Agência Estado,

06 de fevereiro de 2009 | 11h44

A economia dos Estados Unidos fechou 598 mil postos de trabalho em janeiro, o corte mais profundo em 34 anos, enquanto a taxa de desemprego subiu para 7,6%, segundo relatório do Departamento de Trabalho divulgado nesta sexta-feira, 6, que ressalta o aprofundamento da recessão no país.     Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise   Com os cortes, o total de empregos eliminados nos EUA desde que a recessão começou em dezembro de 2007 sobe para 3,6 milhões, sendo que metade destas vagas desapareceram apenas nos últimos três meses. Segundo economistas, a tendência de forte encolhimento no mercado de trabalho está clara.   Após a divulgação dos dados, o presidente Barack Obama afirmou que o informe é "devastador". "A situação não poderia ser mais séria. É indesculpável e irresponsável ficar atolado em distrações e perder tempo, enquanto milhões de americanos estão sendo postos para fora de seus empregos. É tempo de o Congresso agir", disse Obama.   A presidente do Conselho de Assessores Econômicos, Christina Romer, reforçou, em nota, a necessidade de estímulo econômico. "Se falharmos em agir, poderemos perder milhões de empregos e a taxa de desemprego pode chegar aos dois dígitos", disse , em nota. "Uma política fiscal rápida e bem desenhada é necessária para parar a queda e cicatrizar a economia."   Revisão   O governo fez revisões nos números para todo o ano de 2008, mostrando que 2,974 milhões de empregos foram perdidos no ano passado, 385 mil acima da estimativa divulgada anteriormente. No acumulado de fevereiro de 2008 a janeiro de 2009, o total de cortes de emprego é de 3,5 milhões, a maior redução em 12 meses desde que os dados começaram a ser registrados em 1939.   Em janeiro, os cortes na indústria de bens de produção chegaram a 300 mil em janeiro; dentro deste grupo, as empresas de manufatura reduziram em 207 mil seu quadro de funcionários, o maior corte desde a recessão de 1982, com as perdas de emprego concentradas em indústrias de veículos motores e metais. A indústria de construção perdeu 111 mil empregos.   No setor de serviço, os cortes atingiram 279 mil. As empresas de varejo cortaram 45 mil empregos em janeiro, pelo 12º mês seguido. O governo criou 6 mil empregos.   Já o salário médio por hora dos trabalhadores norte-americanos teve um aumento de US$ 0,05 - ou 0,27% - em janeiro, para US$ 18,46, de acordo com o Departamento do Trabalho. O número atual é pouco maior do que a expectativa de analistas, que previam aumento de 0,2%, e 3,9% superior ao registrado no mesmo período de 2008.

Tudo o que sabemos sobre:
Crise FinanceiraEmpregoEstados Unidos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.