Desemprego a 7% não levará BoE a subir taxas de juros

Uma taxa de desemprego a 7% não levará automaticamente a uma alta das taxas de juros, reforçou o presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mark Carney.

Agencia Estado

26 de novembro de 2013 | 09h56

Em depoimento ao Comitê do Tesouro do Reino Unido sobre o Relatório Trimestral de Inflação, Carney lembrou que uma pesquisa mostrou que três em quatro economistas esperavam uma significativa diferença de tempo entre o desemprego a 7% e um aperto da política monetária pelo BoE.

A autoridade monetária se comprometeu a não elevar os juros antes que a taxa de desemprego caia para 7%, o que deverá acontecer no terceiro trimestre de 2015, segundo previsão do relatório trimestral de inflação de novembro. O vice-presidente do BoE, Charles Bean, também afirmou em depoimento que a mensagem era de que o comitê de política monetária não está apressado para apertar a política monetária.

Ao falar sobre desemprego, Carney lembrou que o mercado de trabalho ainda tem muito a evoluir. "Ainda há mais de um milhão de pessoas sem trabalho, que estavam trabalhando antes. Se olharmos para os trabalhadores em tempo parcial, que não conseguem encontrar um emprego em tempo integral, está em 4,8%, contra 3,2% na média anterior", afirmou.

O presidente do BoE também negou as acusações feitas por interlocutores de parlamentares de que as diretrizes futuras confundiram os empresários e investidores. "Nós vimos uma melhora na confiança empresarial. Na falta das diretrizes futuras, a conversa seria, erradamente, de que nós precisamos de um aperto na política monetária. Isso não é a expectativa do mercado, não é o que os empresários esperam", afirmou.

O presidente do BoE explicou que as diretrizes futuras estão fornecendo uma perspectiva das condições econômicas que são necessárias antes do comitê de política monetária considerar um ajuste na política monetária. Fonte: Market News International.

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