Desemprego afeta mais de 195 milhões de pessoas no mundo

O número de desempregados no mundo em 2006 chegou a 195,2 milhões de pessoas. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), trata-se de um índice sem precedentes. A ONU alertou para o aumento do desemprego mundial, que será tema da 45ª Comissão para o Desenvolvimento Social, que começa nesta quinta-feira.A OIT também destacou que ocorreram avanços modestos nos planos para tirar da pobreza 1,37 bilhão de trabalhadores que, embora tenham emprego, vivem em condições degradantes. A organização destacou ainda que, ao longo do ano passado, não foram criadas oportunidades suficientes para melhorar a condição dessas pessoas.O documento Tendências Mundiais do Emprego 2007 sugeriu o fortalecimento do vínculo entre crescimento e trabalho como solução para reduzir as taxas de desemprego. De acordo com a OIT, a criação de oportunidades produtivas é fundamental para garantir o crescimento econômico no futuro.O relatório aponta ainda que o desemprego atinge mais a população na faixa etária entre 15 e 24 anos, que representa 44% do total de desempregados em todo o mundo. Além disso, o índice mundial de mulheres empregadas diminuiu de 49,6% para 48,9%, entre 1996 e 2006.Desenvolvimento socialA 45ª Comissão para o Desenvolvimento Social durará dez dias e pretende discutir, principalmente, a promoção do emprego e a melhoria das condições trabalhistas. "Discutiremos profundamente as causas do problema", disse o presidente da comissão, Mehdi Danesh-Yazdi. "Também formularemos recomendações para os países".Danesh-Yazdi ressaltou que, atualmente, o desemprego é um tema prioritário na agenda internacional da ONU. De acordo com ele, o último relatório da organização revela umapreocupação com a criação de empregos cada vez menos seguros e mais degradados.O presidente da comissão ressaltou a necessidade de estudar questões como a globalização e a mobilização trabalhista. "Um grande número de pessoas, mesmo trabalhando, ainda viveabaixo da linha da pobreza", concluiu. "Uma parcela cada vez maior da força de trabalho enfrenta condições que se caracterizam pela insegurança, pela instabilidade e até mesmo pela discriminação".Este texto foi alterado às 09h47 para acréscimo de informações

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